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Parlamento Europeu põe entraves a acordo do Conselho Europeu no combate à pandemia

Eurodeputados estão contra cortes no Quadro Financeiro Plurianual até 2027 que afetam áreas como a Saúde e apoios à Juventude.
Rui Pedro Vieira 23 de Julho de 2020 às 08:11
David Sassoli, presidente do Parlamento Europeu
David Sassoli, presidente do Parlamento Europeu FOTO: Reuters
Aos primeiros elogios ao acordo do Conselho Europeu na resposta à pandemia, que envolve um total de 750 mil milhões de euros, segue-se o descontentamento e os entraves que o Parlamento Europeu (PE) coloca ao documento. Os eurodeputados com poder de veto fizeram esta quarta-feira saber que vão lutar contra os cortes no Quadro Financeiro Plurianual (QFP) até 2027.

“O trabalho do PE não é reforçar os envelopes nacionais, mas sim os programas que foram altamente cortados pelo Conselho e que são importantes para Portugal, como a Investigação e Desenvolvimento, a Saúde, o investimento e o apoio à Juventude”, frisou o eurodeputado social-democrata José Manuel Fernandes. Já a socialista Margarida Marques considerou que é preciso um “Simplex para o QFP”.

O presidente do PE, que se vai reunir esta quinta-feira em sessão extraordinária para discutir o acordo, reconheceu esta quarta-feira que “há coisas que têm de ser corrigidas” e que tem de se responder aos cortes injustificados: “Não podemos cortar no orçamento para a Investigação nem pôr em causa os jovens e programas como o Erasmus”, sustentou David Sassoli. Já a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, teceu elogios à ambição do acordo alcançado, mas admitiu ao ‘The Washington Post’ que “poderia ter sido melhor” na atribuição dos subsídios.
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