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Correio da Manhã

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Parlamento Europeu aprova reforço das verbas para refugiados

Iniciativa Emprego Jovem reforçada com mais de 4000 milhões de euros.
28 de Outubro de 2015 às 14:20
Discussão do programa de José Manuel Fernandes foi discutido esta quarta-feira
Discussão do programa de José Manuel Fernandes foi discutido esta quarta-feira FOTO: Reuters
Os eurodeputados aprovaram esta quarta-feira um reforço das verbas para a crise dos refugiados e restabeleceram verbas para o Horizonte 2020, na votação do relatório do português José Manuel Fernandes sobre a proposta de orçamento da União Europeia para 2016.

Na sessão plenária a decorrer em Estrasburgo (França), o Parlamento Europeu aprovou um montante adicional de 1,2 mil milhões de euros para reforçar os fundos, os programas e as agências envolvidos na crise da migração.

O social-democrata José Manuel Fernandes, relator do Parlamento Europeu para o orçamento, lembrou hoje que os "refugiados são vítimas, não são culpados" e para responder a uma "situação extraordinária" tem que haver "meios adicionais, meios extraordinários".

"Seria inaceitável que o Conselho não quisesse fazer nenhum esforço adicional nesta matéria, que quisesse fazer reafetações. A solidariedade pratica-se, não se apregoa", afirmou.

Iniciativa Emprego Jovem reforçada
O português reafirmou a sua incompreensão quanto aos cortes propostos pelo Conselho quanto a "instrumentos que contribuem para a cooperação e desenvolvimento" como os "cortes no combate à pobreza no Mediterrâneo".

Na resolução aprovada por 434 votos a favor, 185 contra e 80 abstenções, os eurodeputados aprovaram o acréscimo de 473 milhões de euros para permitir a continuidade da Iniciativa Emprego Jovem e 1,3 mil milhões de euros para o Horizonte 2020 (programa para a investigação e inovação) e Mecanismo Interligar a Europa (melhoria das redes de transportes, energia e tecnologia digital".

Para o José Manuel Fernandes, o "emprego é a grande prioridade" e a "competitividade da União Europeia não pode ser esquecida e todos os programas para a reforçar devem ser colocados em marcha".

Crise do leite discutida
Em Estrasburgo, defendeu-se uma maior resposta à crise do leite, ao ser aprovado um apoio de emergência de 500 milhões de euros de ajuda aos produtores. Esta crise deve-se às quedas de preços, embargo russo e ao excesso de produção resultante da abolição das quotas leiteiras.

As negociações sobre o orçamento entre o Parlamento Europeu e o Conselho de Ministros da UE começam na sexta-feira, para que se possa chegar a um acordo e que esse seja votado na sessão plenária de 23 a 26 de novembro.
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