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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Partido venezuelano propõe eliminar da Constituição reeleição presidencial ilimitada

AD propõe ainda restaurar o poder legislativo, introduzindo um sistema bi-camaral, composto por uma câmara de deputados e um senado.

17 de junho de 2026 às 07:25

O partido opositor venezuelano Ação Democrática (AD, centro-esquerda), um dos mais antigos do país, apresentou esta terça-feira uma proposta de reforma da Constituição da Venezuela, que inclui a eliminação da reeleição presidencial ilimitada.

A apresentação foi feita pelo secretário-geral de AD, que é também deputado na Assembleia Nacional (parlamento), Bernabé Gutierrez, perante a Comissão Presidencial para a Reestruturação e Reengenharia do Governo, constituída recentemente pela presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez.

"O AD propõe iniciar a discussão de uma reforma constitucional que preveja a eliminação da reeleição indefinida, passando a permitir apenas dois mandatos, cada um com a duração de 5 anos, tempo suficiente para que quem se comprometa com os venezuelanos e seja eleito presidente possa cumprir o prometido", defendeu Gutierrez, durante uma conferência de imprensa em Caracas.

O AD propõe ainda restaurar o poder legislativo, introduzindo um sistema bi-camaral, composto por uma câmara de deputados e um senado.

Gutierrez sustentou ainda que a Constituição venezuelana deve passar a impor no orçamento do Estado o aumento dos vencimentos e salários dos funcionários, trabalhadores, pensionistas e reformados.

"Já chega de brincarmos com a ansiedade e com as necessidades dos venezuelanos, que esperam pelo dia 1 de maio para que lhes seja anunciado um bónus ou um salário que não os satisfaz. Que esteja previsto na Constituição Nacional uma percentagem para que, todos os anos, após avaliação, o salário mínimo seja aumentado para além do salário mínimo básico", explicou.

Por outro lado, sublinhou a necessidade de simplificar o aparelho burocrático do país, reduzindo o número de ministérios e vice-ministérios.

"Já referimos que existem muitos ministérios, que há um excesso de vice-ministérios e que tudo isso deve ser ajustado", disse.

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