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Correio da Manhã

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Partidos islamitas ameaçam turismo

O turismo no Egipto pode ter os dias contados. Os dois principais partidos islamitas querem acabar com aquilo a que chamam ‘turismo do pecado’ e para isso estão dispostos a sacrificar uma das principais fontes de receitas do país.

14 de Dezembro de 2011 às 01:00
As praias de Sharm el-Sheikh são procuradas todos os anos por milhares de turistas europeus, incluindo portugueses
As praias de Sharm el-Sheikh são procuradas todos os anos por milhares de turistas europeus, incluindo portugueses FOTO: Amr Dalsh/Reuters

Apesar de tentar manter uma imagem de tolerância e modernidade, a Irmandade Muçulmana, o partido mais votado na primeira ronda das eleições parlamentares, no mês passado, já fez saber que acabar com a venda livre de álcool é uma das suas prioridades. "Os turistas não precisam de beber álcool quando vêm visitar o Egipto. Têm muito álcool na terra deles. Eles vêm cá para visitar uma civilização antiga, não para consumirem bebidas alcoólicas", afirmou recentemente Azza al-Jarf, candidato da Irmandade.

Mais radical é a posição do partido salafista Al-Nour, o segundo mais votado. Se este conseguir impor as suas ideias, além da interdição de venda de álcool serão proibidos biquínis nas praias, onde haverá zonas separadas para homens e mulheres, e os casais não casados poderão também ser proibidos de ocupar o mesmo quarto de hotel.

O Egipto, recorde-se, recebe anualmente cerca de 15 milhões de visitantes, e o sector turístico emprega três milhões de pessoas, sendo responsável por 10% do PIB do país.

EGIPTO PARTIDO TURISMO
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