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Passageira de avião denuncia homem que se masturba ao seu lado e tripulação ignora

Só ao descer do avião Vitória Antunes conseguiu registar a sua denúncia no balcão da Avianca.

Uma jovem cabeleireira que no passado domingo viajou num avião da empresa aérea colombiana Avianca entre as cidades brasileiras de Belo Horizonte e de São Paulo e denunciou à tripulação que o passageiro a seu lado a molestara e se tinha masturbado, passou, além desse constrangimento, pela decepção de ninguém ter ligado à sua denúncia. Só ao descer do avião, na capital paulista, Vitória Antunes conseguiu registar a sua denúncia no balcão da Avianca, registando depois uma queixa na polícia.

De acordo com a jovem, o avião não estava cheio e, quando as portas se fecharam no Aeroporto de Belo Horizonte, não havia mais ninguém nas poltronas da sua fileira. De repente, no entanto, apesar de haver tantos lugares vagos, um desconhecido levantou-se de onde estava e foi sentar-se no assento ao lado do dela.

Ainda de acordo com o relato de Vitória à imprensa, o homem, assim que se sentou e sem qualquer pudor, passou a mão dele nas partes íntimas dela. Depois, enquanto a olhava, começou a masturbar-se por cima da calça.

A cabeleireira conta que, depois de um primeiro momento de espanto e de choque, decidiu denunciar o assédio e, como não tinha testemunhas, já que não havia mais ninguém naquela fileira, usou o telemóvel para começar a filmar o passageiro a masturbar-se a seu lado. Ao mesmo tempo, chamou a tripulação, denunciou o ocorrido e pediu providências, nomeadamente que tirassem o outro passageiro do seu lado e que o mantivessem longe dela.

Sempre segundo a narrativa que fez na reclamação à empresa e à imprensa, Vitória conta que os tripulantes não deram a menor importância à sua denúncia e disseram que não podiam fazer nada por não terem provas, mesmo depois de ela ter mostrado as imagens que fizera. Depois de o piloto da aeronave ter sido alertado da situação, foi simplesmente aconselhada a sair ela daquela fileira e a procurar um outro assento longe do desconhecido que a assediara, e que não foi nem sequer repreendido.

  Após o caso se ter tornado público, o escritório da Avianca no Brasil, onde a empresa aérea colombiana também faz rotas domésticas, afirmou em comunicado repudiar qualquer comportamento inadequado de pessoas que viajam nos seus aviões. E anunciou que faria uma sindicância interna para apurar se houve falha de protocolo na forma como a sua tripulação tratou o caso. 

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