Homem organizava todos os anos um passeio com os alunos que transportava durante o período letivo.
Pelo menos 25 pessoas morreram este sábado num acidente de autocarro na ilha do Fogo, em Cabo Verde. Segundo o delegado do Ministério da Educação em São Filipe, José Pedro Gonçalves, citado pela Agência Cabo-verdiana de Notícias (Inforpress), o passeio não foi organizado no âmbito das escolas. Tratava-se de uma atividade que o condutor organizava todos os anos com alunos que transportava durante o período letivo, geralmente no final do ano escolar ou antes do início de um novo ano letivo.
O presidente cabo-verdiano desloca-se este domingo à ilha do Fogo, onde já se encontra o primeiro-ministro. "Com esta deslocação, o chefe de Estado pretende manifestar pessoalmente a sua solidariedade às famílias e comunidades afetadas, acompanhar de perto a situação e inteirar-se das medidas de apoio que estão a ser mobilizadas pelas autoridades competentes", lê-se num comunicado da presidência da república.
O presidente da Câmara Municipal de São Filipe, Nuías Silva, citado pelo jornal cabo-verdiano A Nação, avançou este domingo que o número de mortos subiu para 25. Sete das vítimas foram sepultadas durante a noite, segundo informações recolhidas no local.
"Estão internadas [no hospital] 18 pessoas, com idades entre seis e 11 anos, quatro das quais em estado grave", confirmou fonte oficial do Governo à Lusa na noite de sábado.
Está igualmente prevista a chegada à ilha de uma equipa médica proveniente da Praia, para reforçar a equipa de saúde local.
Hoje, pelas 10h00 locais (mais duas horas em Lisboa, haverá novos funerais, no cemitério de São Lourenço, em São Filipe, após uma missa que já decorre na igreja de São Lourenço.
De acordo com a Câmara Municipal de São Filipe, o "autocarro transportava alunos num passeio" quando saiu da estrada e caiu de uma altura de cerca de 30 metros, na localidade de Campanas de Cima, no município de Santa Catarina do Fogo.
A Câmara Municipal de São Filipe mantém uma equipa no local, em articulação com a Delegacia de Saúde, a Polícia Nacional, os Bombeiros Municipais Voluntários e outras autoridades, para prestar assistência às vítimas e aos familiares.
O município declarou dois dias de luto municipal e anunciou uma reunião extraordinária para hoje, para deliberar sobre os apoios aos familiares das vítimas.
O Presidente da República, José Maria Neves, apresentou as suas condolências às famílias das vítimas e desejou uma "rápida recuperação aos feridos".
O primeiro-ministro, Francisco Carvalho, manifestou também o pesar do Governo pela perda de vidas no acidente e apresentou as condolências às famílias das vítimas, estendendo a solidariedade aos feridos e à população do Fogo.
O chefe do Governo desejou ainda uma pronta recuperação aos feridos e reconheceu o trabalho dos profissionais de saúde, das equipas de socorro e de todos os que estão a prestar auxílio às vítimas.
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