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Paula “é uma criminosa”

Jill Kelley, a mulher no centro do escândalo que levou à demissão do director da CIA, acusou a amante de David Petraeus, Paula Broadwell, de ser uma "criminosa" que está a destruir a sua família.
18 de Novembro de 2012 às 01:00
Jill Kelley (ao lado) foi ameaçada por Paula Broadwell para se afastar de David Petraeus
Jill Kelley (ao lado) foi ameaçada por Paula Broadwell para se afastar de David Petraeus FOTO: BRIAN BLANCO/REUTERS

As acusações são feitas num e-mail que Kelley enviou esta semana ao presidente da Câmara de Tampa, Bob Buckhorn, a pedir ajuda para se ver livre dos jornalistas que há mais de uma semana acampam à sua porta. "Como pode ver na TV, o meu nome (e dos generais Petraeus e Allen) e a minha casa estão a ser explorados pela comunicação social. Eu não me importaria – se eles dissessem a verdade e se concentrassem na criminosa que nos persegue a todos. Mas a verdade um dia será conhecida", escreve Kelley, referindo-se a Paula Broadwell, a biógrafa e ex-amante de Petraeus.

Recorde-se que foi Kelley quem despoletou o escândalo, ao queixar-se ao FBI de ter recebido e-mails anónimos avisando-a para se afastar de Petraeus, de quem é amiga. O FBI identificou Paula como autora das ameaças e descobriu que ela manteve um affaire com Petraeus. O director da CIA acabou por se demitir, mas o escândalo não ficou por aqui: o FBI descobriu também que a própria Kelley tinha trocado milhares de e-mails, alguns deles ‘picantes’, com o general John Allen, comandante das forças da NATO no Afeganistão.

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