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Correio da Manhã

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Pedófilo ‘real’

Um antigo mordomo da família real inglesa foi ontem condenado a um mínimo de seis anos de cadeia por mais de três décadas de abusos sexuais contra vários adolescentes. Em certa ocasião, Paul Kidd chegou a levar uma das suas jovens vítimas para tomar chá com a rainha-mãe.
23 de Dezembro de 2008 às 00:30
Juiz considerou Kidd “uma ameaça para todos os jovens” com quem ele se cruzasse.
Juiz considerou Kidd “uma ameaça para todos os jovens” com quem ele se cruzasse. FOTO: direitos reservados

Kidd, actualmente com 55 anos, foi considerado culpado de 15 crimes de abusos sexuais contra três adolescentes, bem como de ter no seu computador mais de 18 mil imagens e vídeos pedófilos, alguns dos quais gravados por ele próprio. O juiz considerou-o "uma ameaça para qualquer criança que se atravesse no seu caminho" e condenou-o a uma pena mínima de seis anos de cadeia, descrevendo-o como uma pessoa manipuladora e dominadora, que controlava completamente as suas jovens vítimas.

O tribunal considerou provado que Kidd teve pelo menos três vítimas em três períodos distintos – uma entre 1974 e 1977, outra entre 1981 e 1983 e uma terceira entre 2005 e 2008 –, mas a polícia admite que ele tenha abusado de mais rapazes nas últimas três décadas.

Kidd trabalhou como mordomo da rainha Isabel II nos anos 70, e entre 1979 e 1984 foi aio principal da rainha-mãe na sua residência oficial, Clarence House. Foi nesse período que o pedófilo levou uma das suas vítimas, então com 15 anos, a tomar chá com a rainha-mãe.

Kidd foi preso no ano passado, quando deu uma entrevista a um jornal a propósito do décimo aniversário da morte da princesa Diana, tendo sido então reconhecido por uma das suas vítimas. As restantes apresentaram queixa depois de ele ser detido.

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