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Correio da Manhã

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Pelo menos 122 feridos em confrontos contra parada gay

Pelo menos 122 pessoas ficaram feridas, 102 delas polícias, em confrontos entre as forças de segurança e grupos radicais homofóbicos que protestaram contra a primeira Marcha do Orgulho Gay este domingo em Belgrado, informaram os serviços hospitalares.
10 de Outubro de 2010 às 17:10
Depois de terminado o desfilem, os participantes foram levados a casa em veículos policiais
Depois de terminado o desfilem, os participantes foram levados a casa em veículos policiais FOTO: Pedro Catarino

Antes de começar, grupos da extrema-direita tentaram penetrar em diferentes  pontos do cordão de segurança montado nas ruas por onde o desfile ia passar,  lançando pedras, paus, garrafas e tijolos contra os polícias. Cerca de cinco mil polícias foram destacados para o centro da capital. 

Na Praça Slavija, no centro de Belgrado, as autoridades usaram gás lacrimogéneo  para dispersar cerca de 150 extremistas, que depois se voltaram a juntar  num local próximo, onde destruíram um carro da polícia e partiram vidros de vários autocarros.    

Noutras zonas do centro, grupos da extrema-direita vandalizaram contentores  do lixo, automóveis e autocarros e lançaram bombas incendiárias para o edifício  que alberga a sede do Partido Democrático (DS), o partido dominante da actual  coligação de Governo.   

O ministro da Defesa sérvio e membro do DS, Dragan Sutanovac, considerou  que o ataque à sede do partido foi um atentado à vida das pessoas que trabalham  no edifício e mostrou como os tumultos nada têm a ver com a Marcha do Orgulho  Gay, que serviu apenas de pretexto.   

"Isto foi organizado por grupos nacionalistas", disse o ministro, acrescentando haver indícios de que alguns dos atacantes usaram armas de fogo.   

"Foi hoje enviada ao mundo uma feia imagem de Belgrado, mas também  foi demonstrada a determinação do Estado e da polícia em se oporem de maneira  adequada a esses grupos", declarou o ministro.   

Depois de terminado o desfile, onde se encontravam cerca de 1500 pessoas, os participantes foram levados a casa em veículos policiais.  

Esta foi a primeira Marcha do Orgulho Gay na capital sérvia, depois de, em 2009, o desfile previsto ter tido de ser cancelado devido às ameaças  de grupos radicais e à pouca coordenação entre instituições e organizadores. Uma outra marcha convocada em 2001 foi impedida pelos grupos radicais que  atacaram os participantes e a polícia no início do desfile.  

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