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Pelo menos 448 feridos após confrontos no Cairo

Centenas de soldados e dezenas de tanques do exército egípcio foram mobilizados neste sábado para a embaixada de Israel no Cairo na sequência da invasão à representação diplomática, tendo subido para 448 o total de feridos.
10 de Setembro de 2011 às 11:56
Num ambiente de enorme tensão, os manifestantes gritavam "vete, vete" (sai, sai), pedindo a saída do embaixador de Israel do Egipto
Num ambiente de enorme tensão, os manifestantes gritavam 'vete, vete' (sai, sai), pedindo a saída do embaixador de Israel do Egipto FOTO: EPA

O número foi divulgado pela agência estatal Mena, que cita fonte oficial, e aponta ainda para o registo de, pelo menos, três vítimas mortal.                    

De acordo com várias agências, o embaixador israelita no Cairo, Yitzhak Levanon, aguarda no aeroporto pela chegada de um avião para regressar a casa juntamente com a família.                   

Há longas horas que milhares de manifestantes estão concentrados nos arredores da embaixada de Israel, onde as forças de segurança dispararam tiros para o ar e lançaram gás lacrimogéneo de modo a dispersar os protestantes.                     

Num ambiente de enorme tensão, os manifestantes gritavam "vete, vete" (sai, sai), pedindo a saída do embaixador de Israel do Egipto, reclamando ainda mais reformas e democratização por parte do Exército, no poder desde a queda de Hosni Moubarak, em Fevereiro passado.                   

A embaixada de Israel na capital egípcia foi invadida esta noite por manifestantes que atiraram para a rua milhares de documentos retirados da representação diplomática.                   

Um jornalista presente no local relatou que muitos dos documentos estavam a ser arremessados para a rua são provenientes dos serviços diplomáticos israelitas, cujo edifício é desde a tarde de sexta-feira alvo de manifestações.                    

A cidade do Cairo está ao rubro, com milhares de pessoas concentradas na Praça Tahrir, no centro da cidade, enquanto se verifica também uma concentração junto à embaixada, de onde foi retirada por um manifestante a bandeira que ali estava içada, tendo sido espezinhada.                    

O muro recentemente construído pelas autoridades egípcias em torno do edifício da embaixada foi demolido durante a tarde por centenas de manifestantes, munidos de martelos, barras de ferro e cordas.

As relações israelo-egípcias atravessam uma fase delicada, após a morte em meados de Agosto passado de cinco polícias egípcios, no seguimento de uma perseguição de autoridades israelitas a alegados autores de ataques mortíferos no sector de Eilat, no sul de Israel, perto da fronteira com o Egipto.                   

As autoridades justificaram a construção do muro com a necessidade de proteger os habitantes dos andares mais baixos do prédio que tem as instalações da embaixada de Israel na sua parte superior.

O Egipto foi o primeiro país árabe a estabelecer a paz com o Estado hebraico, em 1979.  

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