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Equipas de resgate impedidas de se aproximar do vulcão na Nova Zelândia. Há pelo menos cinco mortos e vários desaparecidos

Uma das vítimas já foi identificada como sendo um guia turístico local.
Correio da Manhã e Lusa 9 de Dezembro de 2019 às 07:31
Pelo menos um morto e vários feridos em erupção de vulcão na Nova Zelândia
Pelo menos um morto e vários feridos em erupção de vulcão na Nova Zelândia
Erupção de vulcão na Nova Zelândia
Erupção de vulcão na Nova Zelândia
Erupção de vulcão na Nova Zelândia
Erupção de vulcão na Nova Zelândia
Vulcão White Island
Pelo menos um morto e vários feridos em erupção de vulcão na Nova Zelândia
Pelo menos um morto e vários feridos em erupção de vulcão na Nova Zelândia
Erupção de vulcão na Nova Zelândia
Erupção de vulcão na Nova Zelândia
Erupção de vulcão na Nova Zelândia
Erupção de vulcão na Nova Zelândia
Vulcão White Island
Pelo menos um morto e vários feridos em erupção de vulcão na Nova Zelândia
Pelo menos um morto e vários feridos em erupção de vulcão na Nova Zelândia
Erupção de vulcão na Nova Zelândia
Erupção de vulcão na Nova Zelândia
Erupção de vulcão na Nova Zelândia
Erupção de vulcão na Nova Zelândia
Vulcão White Island
Pelo menos cinco pessoas morreram e outras vinte ficaram feridas na sequência da erupção do vulcão White Island, na Nova Zelândia, onde se encontravam meia centena de turistas, e as autoridades receiam que o número de mortes possa aumentar. As equipas de resgate estão impedidas de chegar perto do vulcão uma vez que continua a ser "muito perigoso".

Segundo avança o jornal Mirror, um dos mortos já foi identificado como sendo um guia turístico local.

"A polícia acredita que qualquer um que pudesse ter sido retirado vivo da ilha foi resgatado no momento da evacuação", afirmou a polícia em comunicado.

De acordo com a agência Reuters, o número de desaparecidos é ainda desconhecido. As autoridades temem pela vida de cerca de 50 neozelandeses e vários turistas que se encontravam perto do vulcão na hora da erupção. Há ainda testemunhos que afirmam que várias destas pessoas se encontravam no centro da cratera quando o vulcão entrou em erupção. 

A indicação de que não haverá mais sobreviventes parte das autoridades após a realização de buscas em helicópteros de resgate e outras aeronaves que realizaram vários voos aéreos de reconhecimento.

Um primeiro balanço apontava apenas para um morto. "Podemos confirmar um morto e de acordo com as informações que temos, o número, provavelmente, aumentará", disse o vice-comissário de Operações Nacionais de Polícia, John Tims, numa conferência de imprensa acompanhada pela primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern.

Numa primeira análise ao acontecimento, as autoridades tinham apontado que cerca de 100 turistas se encontravam junto do vulcão, ou nas imediações, no momento da erupção do vulcão, a nordeste da cidade de Tauranga na Ilha do Norte, uma das duas principais ilhas da Nova Zelândia.



Agora, no novo balanço, o vice-comissário de Operações Nacionais de Polícia reduziu esse número para menos de 50 o número de turistas da Nova Zelândia e estrangeiros que estavam na área no momento do evento, e revelou que ainda existem "pessoas não localizadas".

"Neste momento, é muito perigoso para a polícia e para os membros das equipas de resgate irem para a ilha, que permanece coberta de cinzas e material vulcânico… sabemos da urgência de regressar lá", disse Tims sobre a operação de retirada das pessoas, que ainda está em andamento e na qual 23 pessoas já foram retiradas.

"A nossa prioridade absoluta é continuar a busca e resgate", primeira-ministra da Nova Zelândia, indicando que muitos dos retirados sofrem de queimaduras graves.

De acordo com a polícia da Nova Zelândia, é possível que não se encontrem mais sobreviventes no local da ocorrência. "Não há sinais de vida", informaram as autoridades em comunicado.

"Com base nas informações disponíveis, não acreditamos que existam sobreviventes na ilha", disse a polícia, acrescentando que as forças de segurança "estão a trabalhar ativamente para estabelecer o número exato de pessoas que morreram".

A par dessas declarações, as autoridades neozalandesas referiram ainda que as cerca de vinte pessoas pessoas desaparecidas poderão ter morrido.

Um "número considerável" de vítimas do desastre é de nacionalidade australiana, segundo autoridades de Camberra.

Trinta turistas estavam de férias a bordo do navio "Ovation of the Seas", disse à agência de notícias AFP Kevin O'Sullivan, gerente geral da associação profissional New Zeland Cruise Association.

A operadora de navios norte-americana Royal Caribbean - que descreveu a viagem a White Island como "um passeio inesquecível pelo vulcão mais ativo da Nova Zelândia" - disse que "vários dos seus hóspedes estavam a visitar a ilha", mas não deu um número exato.

O navio, que pode acomodar 4.000 pessoas, partiu de Sydney na semana passada para um cruzeiro de 12 dias.


A agência neozelandesa GeoNet, que monitoriza a atividade vulcânica e sismológica no país, indicou ter ocorrido uma erupção vulcânica moderada que ocorreu às 14h11 (01h11 em Lisboa) e alertou para possíveis novas erupções ou sismos.

Os turistas efetuavam uma viagem pela ilha desabitada de Whakaari, onde se situa o vulcão White Islanda, quando a explosão abrupta ocorreu, lançando rochas e uma grande nuvem de cinzas.



As equipas de emergência, apoiadas por sete helicópteros, estão no terreno a retirar as pessoas afetadas, algumas das quais estavam perto da cratera minutos antes da erupção, de acordo com imagens de uma câmara de rastreamento instalada na zona.

As autoridades estabeleceram um perímetro de segurança ao redor da ilha e cancelaram imediatamente todas as excursões, incluindo as de barcos turísticos ao redor da ilha que é visitada anualmente por cerca de 10.000 pessoas.
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