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Correio da Manhã

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Pena perpétua para um oficial de Pinochet

O Supremo Tribunal chileno confirmou, por unanimidade, a sentença de prisão perpétua proferida contra o general na reserva, Hugo Salas Wenzel, pelos assassínios, em 1987, de 12 opositores do governo de Augusto Pinochet. É o primeiro oficial condenado por violações dos Direitos Humanos no Chile.
30 de Agosto de 2007 às 00:00
O general Hugo Salas Wenzel era o responsável dos Serviços Secretos chilenos em 1987
O general Hugo Salas Wenzel era o responsável dos Serviços Secretos chilenos em 1987 FOTO: Reuters
Wenzel, que era então o chefe dos Serviços Secretos (CNI), foi considerado o indutor do massacre de Corpus Cristi, perpetrado por agentes do CNI entre 15 e 16 de Julho de 1987, em retaliação ao atentado contra Pinochet, cometido em Setembro de 1986.
Além deste, o Supremo Tribunal chileno apreciou outros casos, tendo agravado de 15 para 20 anos a pena de prisão de Álvaro Corbalán Castilla, ex-chefe operacional do CNI, considerado o autor do massacre
Também o ex-agente Manuel Acevedo viu a sua pena agravada de sete para oito anos enquanto a sentença do ex-comandante dos ‘Carabineros’, Iván Ruiz – dez anos de prisão –, foi mantida.
Durante o regime de Pinochet (1973-1990), milhares de opositores foram torturados, mortos ou forçados ao exílio. O ditador morreu aos 91 anos de enfarte cardíaco, em Dezembro passado, sem ter sido levado a tribunal.
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