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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Pentágono defende mais investimento militar para proteger economia dos EUA

Pete Hegseth assegurou, contudo, que o Governo norte-americano está a racionalizar as despesas militares através de uma revisão aprofundada dos gastos do Departamento da Defesa.

23 de junho de 2026 às 15:25

O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, defendeu esta terça-feira o aumento do investimento militar, argumentando que a manutenção da superioridade militar norte-americana é essencial para a segurança e economia norte-americanas.

"Se os EUA perderem a sua indiscutível superioridade militar, nenhum ajustamento fiscal será capaz de manter a economia à tona", sustentou o responsável pelo Pentágono num artigo de opinião publicado no jornal New York Post, .

Hegseth assegurou, contudo, que o Governo norte-americano está a racionalizar as despesas militares através de uma revisão aprofundada dos gastos do Departamento da Defesa.

Segundo o secretário da Defesa, a análise permitiu identificar e eliminar despesas consideradas não prioritárias, bem como detetar redundâncias que representavam milhares de milhões de dólares em custos.

O governante anunciou ainda que o Pentágono pretende concluir a sua primeira auditoria financeira abrangente em 2028, antecipando os prazos inicialmente previstos.

"Urgência, velocidade, eficiência, competitividade e letalidade: estes são os novos princípios orientadores do nosso Departamento de Guerra", afirmou Hegseth, utilizando a designação adotada pelo Governo do Presidente Donald Trump para o Departamento da Defesa.

O secretário da Defesa reconheceu igualmente que a crescente dívida pública constitui uma ameaça para os Estados Unidos, mas defendeu que a disciplina orçamental e o reforço da capacidade militar devem avançar em simultâneo.

"Estamos a liderar o caminho na disciplina fiscal, gastando o dinheiro dos contribuintes com sabedoria", afirmou o chefe do Pentágono.

Hegseth acrescentou que a administração e o Congresso devem trabalhar em conjunto para concretizar a visão de Trump para a supremacia militar norte-americana, através de Forças Armadas focadas nos interesses estratégicos dos Estados Unidos.

O responsável defendeu ainda uma ligação direta entre o poder militar e o desempenho económico do país.

"A estabilidade do dólar depende não só do Departamento do Tesouro, mas também das Forças Armadas norte-americanas", declarou Hegseth, argumentando a prosperidade económica dos Estados Unidos está associada à capacidade de dissuasão militar do país.

"Quando os Estados Unidos não enfrentam desafios militares, as possibilidades económicas são infinitas", concluiu o líder do Pentágono.

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