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Correio da Manhã

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PERDÃO PRESIDENCIAL DIVIDE ITALIANOS

Uma proposta para amnistiar um assassino condenado há quase três décadas reabriu em Itália o debate político sobre a libertação de presos condenados por delitos de sangue.
21 de Julho de 2003 às 00:00
O primeiro-ministro, Silvio Berlusconi, defende a concessão de um perdão presidencial para Adriano Sofri, um militante de esquerda condenado a uma pena de 22 anos de prisão, por ter ordenado o assassinato de um agente da Polícia em 1972. No entanto, o ministro da Justiça, Roberto Castelli – que é quem terá de requerer este tipo de medida – afirmou que só apoiará o perdão para Sofri no âmbito de uma mais vasta amnistia destinada a ex-militantes de todos os quadrantes políticos.
A ideia de uma amnistia em larga escala enfureceu, porém, as associações policiais e os familiares das vítimas, ambos contra a libertação de qualquer prisioneiro detido na década de 70 e início dos anos 80, quando grupos de extrema-esquerda, anarquistas e de extrema-direita espalharam o terror naqueles que ficaram conhecidos como os “ Anos de Chumbo”.
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