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Correio da Manhã

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Perpétua para mãe que matou quatro filhos

Um dos crimes que mais horrorizou a opinião pública austríaca nos últimos tempos teve ontem o seu desfecho com a condenação de Gertraud Arzberg, de 33 anos, a prisão perpétua pelo homicídio de quatro filhos recém-nascidos. O companheiro da homicida, considerado cúmplice, ‘apanhou’ 15 anos de cadeia.
1 de Abril de 2006 às 00:00
Arzberg, bibliotecária, foi detida em Junho do ano passado, depois de um seu vizinho, que vive no mesmo bloco residencial, em Graz, ter ido buscar um gelado à arca frigorífica, que é partilhada por todos os residentes, se ter deparado com os corpos de duas crianças envolvidos em sacos plásticos e debaixo de alguns pedaços de carne congelada e vegetais. Autópsias comprovaram que os bebés foram colocados vivos na arca frigorífica. Os cadáveres dos dois outros recém-nascidos foram encontrados no interior de baldes com cimento.
A homicida foi considerada culpada de três das seis acusações que sobre si recaíam, tendo sido condenada a prisão perpétua. A mulher foi ainda acusada do homicídio de outra criança, na sequência de uma quinta gravidez, confirmada pelos vizinhos, mas cujo cadáver não foi encontrado. Refira-se que na Áustria não existe a pena de morte.
O companheiro da mulher, Johannes Genser, de 39 anos, foi condenado a 15 anos de prisão, por cumplicidade, apesar de ter garantido que nem sequer deu pelas sucessivas gravidezes de Arzberg.
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