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Correio da Manhã

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Pesadas penas de prisão para dois 'jihadistas' britânicos

Os dois jovens foram condenados a 12 anos e oito meses de prisão efetiva.
5 de Dezembro de 2014 às 20:19
Al-Qaeda tomou o controlo da base militar de Wadi al-Deif
Al-Qaeda tomou o controlo da base militar de Wadi al-Deif FOTO: Getty Images

Dois jovens britânicos foram hoje condenados por um tribunal a 12 anos e oito meses de prisão ao serem acusados de terem aderido a uma organização terrorista na Síria.


Mohammed Ahmed e Yusuf Sarwar, dois amigos de infância naturais de Birmingham, ambos com 22 anos, deslocaram-se para a Síria em maio de 2013 e foram detidos após o seu regresso ao Reino Unido em janeiro.


Os dois jovens foram condenados a 12 anos e oito meses de prisão efetiva.

"Não é com entusiasmo que o tribunal condena jovens a penas de prisão tão pesadas, mas foi cometido um crime grave", considerou o juiz Michael Topolski.


O magistrado descreveu-os como "fundamentalistas", "determinados a tornarem-se mártires no campo de batalha". 


Os dois jovens informaram as famílias que partiam para a Turquia, quando se deslocaram para a Síria. No entanto, Yusuf Sarwar deixou uma carta onde manifestava a intenção de aderir à 'jihad', a "guerra santa".

Familia garante que não combateram

As duas famílias conseguiram convencê-los a regressar ao fim de alguns meses e avisaram a polícia, que os esperava no aeroporto de Heathrow. 


"Incitaram o meu filho a declarar-se culpado por se ter deslocado à Síria (...) mas ele não cometeu nenhuma infração, não matou ninguém nem combateu as forças armadas. Apenas vigiou algumas regiões, cavou sepulturas, distribuiu alimentos nas zonas onde havia grande necessidade", referiu a mãe de Yusuf Sarwar numa carta dirigida à Cage, organização que reivindica a defesa dos direitos dos muçulmanos e das pessoas atingidas pelas leis antiterroristas.


Por sua vez, o diretor de Cage, Moazzam Begg, garantiu que os dois jovens "nunca tiveram a intenção de integrar o grupo Estado Islâmico" e optaram por regressar a casa.


"Se o juiz desejou fazer passar uma mensagem ao pronunciar estas pesadas penas, a que foi recebida de forma clara refere a existência de dois pesos e duas medidas quando se trata de muçulmanos acusados de terrorismo", acrescentou.

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