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Correio da Manhã

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PESTE LEVA À CADEIA CIENTISTA DOS EUA

O FBI prendeu ontem um cientista acusado de prestar falsas declarações sobre o desaparecimento de mais de 30 frascos com amostras da bactéria da peste. O dr. Thomas Butler, de 61 anos de idade, deu o alarme sobre o desaparecimento das amostras, mas depois de ontem fracassar no teste do detector de mentiras acabou por confessar tê-las destruído por acidente.
17 de Janeiro de 2003 às 00:00
O caso, que alarmou as autoridades norte-americanas, teve início quando na terça-feira Butler deu conta do desaparecimento das amostras ao Instituto de Ciências Médicas da Universidade Tech, do Texas, estabelecimento onde liderava uma equipa que desenvolve antibióticos para combater a doença.

Receando a implicação de redes terroristas, o FBI foi mobilizado para investigar e menos de 24 horas depois o paradeiro das amostras foi descoberto e Butler interrogado. Incongruências da sua declaração levaram os investigadores a submeter o cientista ao detector de mentiras, altura em que confessou tudo.

“Cometi um erro ao não comunicar a verdade, pois sabia que o patogénico tinha sido destruído e não era uma ameaça para o público”, afirma Butler numa declaração assinada que entregou à Polícia.

Butler, que aguarda julgamento, poderá ser suspenso de funções até ser finalizada a investigação. Saliente-se que as amostras destruídas faziam parte de um conjunto de cerca de 180 frascos da bactéria da peste importados da Tanzânia para investigação. Para pôr termo ao pânico suscitado pelo caso estudiosos da Universidade e fontes do FBI salientaram que a bactéria não podia ser usada para armas de destruição maciça.
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