Barra Cofina

Correio da Manhã

Mundo
1

Petroleiros atacados no golfo de Omã

Explosões de origem desconhecida atingem navios e forçam evacuação das tripulações.
Ricardo Ramos 14 de Junho de 2019 às 01:30
Petroleiro de bandeira norueguesa incendiou-se após ser atingido por um “torpedo” ao largo do Irão. Outro navio japonês foi atingido por explosão de bomba-lapa
Mike Pompeo
Mike Pompeo
Petroleiro de bandeira norueguesa incendiou-se após ser atingido por um “torpedo” ao largo do Irão. Outro navio japonês foi atingido por explosão de bomba-lapa
Mike Pompeo
Mike Pompeo
Petroleiro de bandeira norueguesa incendiou-se após ser atingido por um “torpedo” ao largo do Irão. Outro navio japonês foi atingido por explosão de bomba-lapa
Mike Pompeo
Mike Pompeo
Dois petroleiros foram esta quinta-feira atingidos por explosões de origem desconhecida no golfo de Omã, em mais um incidente que vem aumentar a insegurança numa das principais rotas de transporte de petróleo - fazendo subir o preço nos mercados internacionais - e agravar o risco de uma confrontação armada entre os EUA e o Irão.

As duas embarcações navegavam em águas internacionais entre os Emirados Árabes Unidos e o Irão quando foram atingidas por duas explosões quase simultâneas, às primeiras horas da manhã de ontem.

O petroleiro ‘Front Altair’, de pavilhão norueguês e que transportava 75 mil toneladas de nafta, incendiou-se após ser atingido por aquilo que foi descrito como um "torpedo" e estava ontem à deriva após a evacuação dos 23 tripulantes.

Já o navio japonês ‘Kokuka Corageous’, que transportava metanol, registou uma explosão acima da linha de água, ao que tudo indica provocada por uma bomba-lapa. Não houve feridos mas a tripulação abandonou o navio por razões de segurança, embora não houvesse risco de naufrágio.

Este foi o segundo ataque contra petroleiros na zona do golfo de Omã depois de, no mês passado, outros quatro navios terem sido sabotados com bombas-lapa por atacantes desconhecidos ao largo de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos.

Um inquérito preliminar indicou que se tratou de um ataque coordenado levado a cabo por um "ator estatal" e a Arábia Saudita e os Estados Unidos não hesitaram em apontar o dedo ao regime de Teerão, que rejeitou qualquer responsabilidade.

Ontem, o Secretário de Estado norte-americano Mike Pompeo voltou a acusar diretamente o Irão de estar por trás destes "ataques não provocados", que disse fazerem parte de uma campanha para aumentar a tensão, numa "clara ameaça à paz internacional e à segurança na região".

PORMENORES 
Irão: "Ataque suspeito"
O regime iraniano considerou o ataque como "suspeito" e alertou os países da região para "não caírem na armadilha dos que pretendem beneficiar da instabilidade regional".

Rússia cautelosa
A Rússia avisou que é preciso "não tirar conclusões precipitadas" e frisou que os ataques não devem ser usados para "alimentar as tensões com o Irão".

Guterres condena
O secretário-geral da ONU condenou o ataque e avisou que o Mundo "não pode permitir um confronto na região do Golfo".
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)