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Petróleo puxa Angola para recessão e atira défice para os 14%

Dados são avançados pela consultora britânica Capital Economics.
17 de Dezembro de 2014 às 12:20
O excedente de 4% obtido no ano passado pode transformar-se num défice das contas públicas de 14%
O excedente de 4% obtido no ano passado pode transformar-se num défice das contas públicas de 14% FOTO: Direitos Reservados

A consultora britânica Capital Economics considerou esta quarta-feira que a queda nos preços do petróleo pode fazer o défice em Angola disparar para 14 por cento e puxar o país para uma recessão de 2% no próximo ano.

"A queda nos preços do petróleo nos últimos meses faz-nos esperar que o crescimento na Nigéria e no Gana fique em dificuldades, e que Angola deslize para uma recessão em 2015", diz a Capital Economics, acrescentando que o excedente de 4% obtido no ano passado pode transformar-se num défice das contas públicas de 14%, quase o dobro do desequilíbrio orçamental de 7,6% previsto pelo Executivo.

De acordo com uma nota de análise da consultora britânica, "o crescimento da África subsariana deverá abrandar em 2015 para os níveis mais baixos do final da década de 90, ficando à volta de 4% nos dois próximos anos".

Para além do impacto no crescimento económico e nos desequilíbrios orçamentais, a Capital Economics prevê também que em países como a Nigéria, o Gana e Angola, "as moedas fiquem pressioinadas, a inflação se mantenha alta e as taxas de juro sejam aumentadas".

O relatório da Capital Economics surge na mesma altura em que a Fitch alerta que os constrangimentos resultantes do preço do petróleo podem colocar pressão para o rating de BB- com Perspetiva Estável seja revisto em baixa, e surge na semana seguintes aos juros da dívida pública angolana terem saltado para níveis históricos, nos 7,72%, mostrando alguns dos efeitos financeiros da descida do preço do petróleo, um bem fundamental para a economia angolana.

Capital Economics Angola
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