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Pilotos da Lufthansa regressam à greve

Negociações com a companhia "não tiveram êxito".
Lusa 28 de Novembro de 2016 às 12:46
Greve Pilotos
Greve Pilotos FOTO: CMTV

O sindicato dos pilotos alemães Cockpit marcou novas greves para terça e quarta-feira, alegando que as negociações com a Lufthansa "não tiveram êxito", avança a agência espanhola Efe.

Num comunicado publicado na sua página na Internet, o sindicato dá pormenores sobre as greves marcadas e explica que na terça-feira serão abrangidos os voos de curta duração e na quarta-feira os voos de curto e longo curso.

"O sindicato Cockpit continua o seu trabalho na Lufthansa", esclarece na mensagem divulgada na Internet.

O sindicato lamenta que "haja uma proposta [de aumento salarial] não negociável por parte da Lufthansa para compensar os pilotos", realçando que "é incompreensível que se recuse categoricamente a fazer uma proposta base sobre uma [a do sindicato] que se pode negociar".

O sindicato dos pilotos lamentou "o impacto das greves sobre os passageiros afetados, o pessoal de cabine e o pessoal de terra", segundo o comunicado.

Na sexta-feira passada, a companhia aérea alemã Lufthansa melhorou a proposta de aumento salarial para os pilotos, passando-a de 2,5% para 4,4%, com vista a resolver a greve que terminou no sábado.

A proposta divulgada empresa contempla o aumento dos salários em duas fases, com um aumento de 2,4% em 2016 e outro de 2% em 2017.

Além disso, os pilotos receberiam também um pagamento único equivalente a quase dois meses de salário.

Entretanto, no final de sexta-feira, o sindicato dos pilotos alemães Cockpit rejeitou a proposta melhorada para aumentos salariais apresentada pela companhia aérea alemã Lufthansa.

O sindicato classificou a proposta da empresa como uma "tentativa de vender vinho velho com um rótulo novo", segundo declarações de Joerg Handwerg, membro da direção da estrutura sindical, citado pela agência noticiosa AFP.

A companhia aérea quer também aumentar gradualmente a idade média de reforma dos pilotos até 2018 para 60 anos, em vez dos atuais 59 anos, à semelhança do que já acontece com a Lufthansa Cargo e com a companhia de baixo custo Germanwings.

Os pilotos da companhia estiveram em greve durante quatro dias, sendo esta a 14.ª paralisação desde abril de 2014.

Entre a quarta-feira e sábado, foram cancelados 2.755 voos da Lufthansa devido à greve dos pilotos, tendo afetado 345.000 passageiros.

Cada dia de greve custou à Lufthansa cerca de 10 milhões de euros, segundo o jornal Bild.

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