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Pirataria bate recorde de reféns em 2010

O Instituto Marítimo Internacional registou um número recorde de tripulantes feitos reféns em 2010, principalmente ao largo da Somália, por piratas fortemente armados. O organismo divulgou no seu relatório anual, em Kuala Lumpur, na Malásia, 445 ataques em todo o mundo, mais dez por cento do que em 2009.
18 de Janeiro de 2011 às 10:35
Relatório alerta para o número de ataques de piratas, principalmente ao largo da Somália
Relatório alerta para o número de ataques de piratas, principalmente ao largo da Somália FOTO: REUTERS/Ho New

De acordo com o relatório, 53 navios foram aprisionados pelos piratas, que fizeram 1181 reféns, contra 1050 em 2009 e 188 em 2006. Entre os reféns, há a registar oito mortos.  

"Estes números são os mais altos de sempre", sublinhou o comandante Pottengal Mukundan, director do centro de acompanhamento da pirataria daquele instituto.  

No final de Dezembro, 28 barcos e 638 reféns permaneciam nas mãos dos piratas, indicou o instituto que tem sede em Kuala Lumpur e está ligado à rede internacional de Câmaras do Comércio.

O Oceano Índico, em particular o Golfo de Aden, foi classificado como a zona marítima mais perigosa do planeta em 2010.

Os sequestros feitos ao largo da costa da Somália representam 92 por cento do total, com 49 navios e 1016 marinheiros raptados.

No entanto, o número de ataques diminuiu em mais de metade no Golfo de Aden, onde se registaram 53 em 2010 contra 117 em 2009, devido à presença de navios da marinha de diversos países, incluindo a força europeia Atalanta.  

"A actividade dos navios nas águas ao largo do Corno de África deve ser elogiado, porque impediu vários ataques de piratas", disse o capitão  Mukundan.

O instituto alertou ainda os navios de comércio contra a extensão do raio de acção dos piratas no Oceano Índico, até Moçambique.

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