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Plano Juncker deverá criar mais 1,3 milhões de empregos na UE até ao final de 2020

Portugal posiciona-se assim, atualmente, como "o quarto maior beneficiário deste programa", vincou Jyrki Katainen.
2 de Maio de 2019 às 20:12
Jyrki Katainen é o vice-presidente da Comissão Europeia
Jyrki Katainen: 'Portugal fez um milagre'
Jyrki Katainen é o vice-presidente da Comissão Europeia
Jyrki Katainen: 'Portugal fez um milagre'
Jyrki Katainen é o vice-presidente da Comissão Europeia
Jyrki Katainen: 'Portugal fez um milagre'
O vice-presidente da Comissão Europeia Jyrki Katainen anunciou esta quinta-feira, em Lisboa, que até ao final de 2020 devem ser criados mais 1,3 milhões de empregos na União Europeia (UE), através dos incentivos do Plano Juncker.

"O Plano Juncker teve também um grande impacto no emprego. Esperamos, até ao final do próximo ano, que o número de empregos adicionais, criados graças ao fundo Juncker, cresça para 1,3 milhões", afirmou Jyrki Katainen, que falava aos jornalistas em Lisboa, não tendo sido avançados os números para Portugal.

De acordo com os dados avançados pela Comissão Europeia, as operações aprovadas em Portugal no âmbito deste plano de investimentos para a Europa representam um volume de financiamento total de 2,5 mil milhões de euros, prevendo-se que venha a mobilizar um montante total de 8,7 mil milhões de investimentos.

No total são 40 projetos envolvidos e 11.950 pequenas e médias empresas e 'startups' (empresas com rápido potencial de crescimento económico) a beneficiar de um investimento que pode chegar aos 500 mil milhões de euros na União Europeia até ao final de 2020.

Portugal posiciona-se assim, atualmente, como "o quarto maior beneficiário deste programa", vincou Jyrki Katainen.

Por sua vez, a responsável pela pasta dos assuntos financeiros da representação da Comissão Europeia em Portugal, Catarina Dantas, indicou que o investimento privado, apoiado pela garantia do Plano Juncker, representa 70% do total do investimentos (fixado em 8,7 mil milhões de euros), sendo que, em Portugal, esta percentagem ascende a 86%.

"Na verdade, dos 40 projetos só dois é que são de investimento público. O setor privado é quem está aqui a ser o motor", acrescentou.

Fazendo um balanço do impacto deste plano nas pequenas e médias empresas portuguesas, o responsável pelas áreas de investimento e inovação do IAPMEI -- Agência para a Competitividade e Inovação, Pedro Cilínio, garantiu que estas conseguiram apostar mais nos mercados externos, aumentando a competitividade.

"A Science4you cresceu bastante numa altura muito complicada e demonstrou que é possível inovar e, obviamente, que não o teria feito se não tivesse a oportunidade de ter o financiamento da União Europeia", exemplificou.

O Plano Juncker, ou Fundo Europeu para Investimentos Estratégicos (FEIE), foi lançado em 2014.

Para o período entre 2021 e 2027 estará em vigor o InvestEU, que vai mobilizar, pelo menos 650 mil milhões de euros de investimento adicional no próximo orçamento de longo prazo da União Europeia.
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