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Correio da Manhã

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Polícia à caça de assassino de gays

A polícia de Carapicuíba, cidade pobre e violenta da periferia de São Paulo, está a dar caça a um serial killer de homossexuais. Só num ano, o assassino, que não deixa pistas, matou 13 homens, tendo mantido relações sexuais com vários deles, não se sabendo ainda se antes ou depois da morte.
9 de Dezembro de 2008 às 00:30
O ‘serial killer’ tem atacado apenas homossexuais. Os crimes ocorreram no Parque dos Paturis
O ‘serial killer’ tem atacado apenas homossexuais. Os crimes ocorreram no Parque dos Paturis FOTO: António Lacerda / Epa

Todas as mortes ocorreram durante a noite, numa mata localizada no Parque dos Paturis, usada durante o dia por famílias para lazer mas que de noite se transforma num ponto de encontro de gays. Segundo a polícia, o indivíduo será de compleição forte, terá cerca de 1,70m e usará sempre roupas escuras e um capuz.

Dos 13 homens assassinados até agora, 12 foram mortos com tiros disparados a curta distância e um à paulada. Em muitos casos as vítimas foram encontradas de bruços, com as calças em baixo e sinais de violência sexual.

O facto de nunca terem sido encontrados projécteis nas árvores ou no chão indica que o assassino tem pontaria certeira.

A polícia não descarta ainda a hipótese de se tratar de alguém que trabalha na área da segurança. Uma análise detalhada aos telefones dos 13 homens assassinados já deixou claro que o assassino não marcou encontro com nenhum deles, o que indicia, segundo as autoridades policiais, que escolhe as vítimas aleatoriamente de entre os muitos homens que vão sozinhos até ao parque em busca de prazer.

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