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Polícia chilena faz buscas em escritórios da Igreja Católica

Investigação a denúncias de abusos sexuais na origem dos raides policiais.
14.06.18
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Escritórios da Igreja Católica do Chile foram alvo de buscas por forças policiais e procuradores do Ministério Público devido à investigação a alegados abusos sexuais de crianças por membros do clero que atingiu a instituição naquele país da América do Sul. A operação aconteceu na capital do país, Santiago do Chile, e na cidade de Rancagua, três dias depois do Papa ter aceitado a renúncia de três bispos, na consequência do escândalo. 
Polícia chilena faz buscas em escritórios da Igreja Católica

"Isto não é uma investigação contra a Igreja Católica, mas uma investigação sobre relatos de abusos sexuais de crianças por membros da igreja", recordou o procurador Emiliano Arias em declarações aos jornalistas depois da ação de quarta-feira, citado pela BBC. Já o arcebispo de Santigado, Ricardo Ezzati, referiu que as autoridades eclesiásticas estão a colaborar com o sistema judicial e entregaram todos os documentos solicitados pela investigação.

Presentes em Santiago estão dois enviados especiais do Vaticano que se deslocaram com duas missões: ajudar as dioceses a lidar com as autoridades e recolher mais depoimentos de alegadas vítimas dos abusos. Esta não é a primeira visita destes elementos ao país, sendo que os mesmos já elaboraram um relatório que permitiu constatar que a Igreja Católica local encobriu casos e destruir provas para proteger os seus membros.

Na segunda-feira, Francisco aceitou a renúncia de três bispos chilenos, incluindo Juan Barros. Nomeado bispo em Março de 2015 pelo Papa, foi acusado no Chile de encobrir os casos de abuso sexual cometidos pelo influente Fernando Karadima quando era pastor da igreja El Bosque, em Santiago.

Karadima foi condenado em 2011 pela justiça canónica a uma vida de reclusão e penitência por esses atos. Durante a visita àquele país, em Janeiro, o Papa foi bastante criticado por considerar que as acusações contra o bispo Juan Barros eram "calúnias", uma vez que não havia "uma única prova contra ele". Posteriormente, reconheceu "graves erros de avaliação". Em Maio deste ano, todos os bispos chilenos apresentaram a sua renúncia. 

Nos últimos 18 anos, segundo a BBC, cerca de 80 padres católicos foram denunciados às autoridades chilenas por abuso sexual de menores. 

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