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Correio da Manhã

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Polícia chinesa faz 2 mil detenções em Hong Kong e Macau

Megaoperação contra o crime organizado das tríades
22 de Setembro de 2016 às 12:35
Polícia chinesa aprendeu armas de fogo e muita droga
Polícia chinesa aprendeu armas de fogo e muita droga FOTO: RTHK
Mais de 2 mil pessoas foram detidas em Hong Kong numa campanha de combate ao crime organizado realizada nos últimos dois meses em conjunto com as polícias de Macau e da província chinesa de Guangdong, revela esta quinta-feira a imprensa local.

A designada "Operação Trovoada", que todos os anos envolve agentes dos três territórios, levou a ações de fiscalização em mais de 3.000 locais, incluindo bares e espaços de entretenimento, e centros de jogos.

Na operação deste ano, as forças de segurança reforçaram o combate às atividades de tráfico humano depois de observarem uma tendência de aumento destes crimes, disse o superintendente Brian Lowcock, citado pela Rádio e Televisão Pública de Hong Kong (RTHK).

Outras detenções estão relacionadas com crimes como tráfico de droga, branqueamento de capitais, e posse de armas. No total, foram detidas 2,120, conta o site noticioso AsiaOne. 


As autoridades apreenderam drogas como heroína e cocaína no valor de cerca de 70 milhões de dólares de Hong Kong (oito milhões de euros).

Cerca de 70 pistolas de ar comprimido ilegalmente alteradas foram também apreendidas.

Em Macau, a "Operação Trovoada" deste ano mobilizou 7.755 agentes que realizaram 760 ações de fiscalização em espaços como casinos, hotéis, casas de massagens, saunas, discotecas, bares e 'karaokes', salões de bilhar ou cibercafés.

Foram detetados em Macau 118 casos de usura, a maioria relacionada com o jogo, informaram hoje as autoridades, no balanço da operação. Estes 118 casos de usura envolveram 224 pessoas.

Durante a "Operação Trovoada", entre 22 de julho e 21 de setembro, 1.085 pessoas foram enviadas ao Ministério Público em Macau para efeitos de acusação, envolvendo um total de 824 casos.

"Nota-se que os crimes direcionados aos sequestros diminuíram em relação ao ano passado e o maior parte destes casos, como são crimes de usura, aconteceram em casinos, portanto estes crimes não influenciaram a segurança da sociedade", disse o Adjunto do Comandante Geral dos Serviços de Polícia Unitários, João Augusto da Rosa.
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