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Correio da Manhã

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POLÍCIA CULPADA

A juíza que liderou o inquérito à actuação da Polícia de Manchester no caso do “Dr. Morte” concluiu que as últimas três vítimas do célebre assassino em série podiam ter sido salvas se a investigação não tivesse sido mal conduzida.
15 de Julho de 2003 às 00:00
Harold Shipman, o Dr. Morte
Harold Shipman, o Dr. Morte FOTO: EPA
O médico Harold Shipman foi condenado a prisão perpétua no ano 2000 por ter assassinado 15 dos seus pacientes. A Polícia acredita, no entanto, que Shipman – conhecido como o “Dr. Morte” – terá morto pelo menos 215 pessoas, na sua maioria mulheres idosas, ao longo de duas décadas.
Na altura do julgamento, vieram a público várias suspeitas sobre a actuação da Polícia, as quais levaram à abertura de um inquérito, cujos resultados foram agora apresentados, e que colocam em causa toda a actuação das autoridades. Segundo a juíza Janet Smith, as primeiras investigações terão sido grosseiramente conduzidas pela Polícia de Manchester, que nomeou um detective “inexperiente” para o caso. Como resultado, a investigação foi encerrada em apenas três semanas sem qualquer acusação contra Shipman. Mais tarde, quando se apuraram as verdadeiras dimensões dos actos de Shipman, o detective que liderou as primeiras investigações chegou ao ponto de mentir e acusar outros para se proteger. Se as autoridades tivessem agido atempadamente, Shipman teria sido preso antes de matar as suas três últimas vítimas, conclui o relatório da juíza.
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