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Polícia de S. Paulo não tem coletes

Polícias de São Paulo estão a enfrentar uma vaga de violência sangrenta com criminosos fortemente armados, mas trabalham desprotegidos, dada a falta de coletes à prova de bala. No sábado, uma mulher-polícia foi executada à frente da filha de 9 anos, aumentando para 90 o número de agentes mortos este ano na maior cidade do Brasil.
5 de Novembro de 2012 às 01:00
A maior parte dos agentes sai em patrulha sem a devida protecção
A maior parte dos agentes sai em patrulha sem a devida protecção FOTO: Mauricio Chili/Epa

Segundo dados oficiais, até 2011, cada agente tinha um colete exclusivo, que usava mesmo fora de serviço. Este ano, no entanto, a corporação ordenou a devolução e desactivação de muitos deles. Agora, os poucos coletes que restaram ficam nos quartéis, e os agentes ao saírem para as ruas têm de escolher quem vai protegido, e fora de serviço nenhum deles tem protecção.

Dos 90 polícias assassinados desde Janeiro, 87 foram executados em dia de folga ou no caminho entre o quartel e a residência. Esse foi o caso da última morte, no bairro Vila Brasilândia, onde uma agente de 44 anos foi assassinada na garagem de casa por homens que dispararam através das grades do portão. Apesar da crescente vaga de violência, o governo de São Paulo recusou a ajuda do exército.

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