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Correio da Manhã

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Polícia e militares ocupam o morro da Mangueira

Não foi preciso disparar um único tiro para invadir e ocupar territorialmente na manhã deste domingo o Morro da Mangueira, o último grande bastião do tráfico de droga na zona norte da cidade do Rio de Janeiro. As forças policiais e militares não encontraram qualquer tipo de resistência, resultado da polémica estratégia de terem anunciado antecipadamente a ocupação, permitindo a saída dos criminosos sem qualquer problema, alegadamente para evitar confrontos que poderiam ferir inocentes.
19 de Junho de 2011 às 20:18
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brasil, rio de janeiro, morro mangueira, polícia, militares, bope FOTO: Ricardo Moraes / Reuters

Ao todo, participaram na acção cerca de 750 polícias estaduais e federais, militares da Marinha e bombeiros, reforçados com tanques e meios aéreos. Repetindo a operação realizada em Novembro do ano passado no Complexo do Alemão, os tanques da Marinha abriram caminho pelas estreitas ruas da favela ao amanhecer, levando fuzileiros navais e polícias do BOPE, Batalhão de Operações Policiais Especiais, a elite da polícia do Rio.

Atrás dessa primeira coluna foram outros blindados da polícia e camiões e outros veículos transportando o restante das tropas. No céu, helicópteros da polícia e das Forças Armadas deram apoio e fizeram voos razantes, prontos para uma intervenção mais activa se fosse necessário.

Mas não foi. A ocupação decorreu com tanta tranquilidade que nem o comércio fechou e funcionários de serviços públicos, como limpeza urbana, fiscalização sanitária e obras, que antes eram proibidos de entrar na Mangueira, começaram a trabalhar ainda pela manhã.

A ocupação da Mangueira e das favelas circundantes, Telégrafo, Tuiuti e Candelária, conclui um grande círculo de segurança na zona norte da capital carioca e abre um corredor de acesso aos principais locais onde em 2014 vai decorrer o mundial de futebol e onde em 2016 decorrerão os Jogos Olímpicos. Depois de um periodo de transição, os militares sairão do Complexo da Mangueira e este será ocupado definitivamente por uma nova UPP, Unidade de Polícia Pacificadora, a 18. da cidade.

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