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Polícia encontra carros-bomba e barricadas explosivas em favela do Rio de Janeiro

Criminosos pretendiam fazer explodir os veículos para impedir o avanço das autoridades.

21 de agosto de 2026 às 16:27

Forças especiais da Polícia Militar do Rio de Janeiro (PM-RJ) encontraram, esta sexta-feira, carros-bomba e barricadas com explosivos no chamado Complexo de Israel, um conjunto de favelas na zona norte da cidade brasileira. Um suspeito morreu em confronto com os agentes e um motorista de autocarro que chegava para trabalhar foi atingido por uma bala perdida num ombro e levado para o Hospital Getúlio Vargas.

A descoberta dos explosivos ocorreu quando cerca de 200 militares do COE, Comando de Operações Especiais, invadiram o Complexo ainda de madrugada e, mesmo recebidos com uma 'chuva' de tiros de armas de guerra, conseguiram ocupar a área. A ação foi tão rápida que não permitiu aos criminosos da facção TCP, Terceiro Comando Puro, detonar os explosivos.

Os carros-bomba, cujo número a polícia não pormenorizou, estavam estacionados em diversas vielas das favelas Pica-Pau, Cidade Alta e Cinco Bocas, e os criminosos pretendiam explodi-los para evitar o avanço dos agentes, o que não conseguiram. Ao desfazerem barricadas erguidas nos acessos ao complexo, os agentes da PM-RJ descobriram que várias delas também estavam armadilhadas com explosivos e que os detonadores estavam escondidos em locais próximos.

A ação policial e a forte resistência armada dos criminosos obrigaram ao encerramento da Avenida Brasil, principal via de acesso do Rio de Janeiro a outras cidades e estados, na altura de Cordovil, e os motoristas, apanhados no meio do intenso tiroteio, voltaram em desespero em contramão. Ao todo, 16 escolas não puderam abrir nas regiões de Brás de Pina, Cidade Alta, Vigário-Geral, Parada de Lucas, Cinco Bocas e Pica-Pau, duas unidades de atendimento de saúde foram obrigadas a fechar as portas e outras três passaram a atender somente casos de emergência e de forma parcial.

O Complexo de Israel ganhou esse nome porque os traficantes que o controlam pelo poder das armas se dizem evangélicos, obrigaram templos católicos e terreiros de religiões de matriz africana a fechar as portas e só permitem a atuação de pastores. O Terceiro Comando Puro, que controla toda a região e as vidas de dezenas de milhares de moradores, está em disputa territorial com outras fações criminosas do Rio de Janeiro e tem-se caracterizado pelo grande poder bélico e ações extremamente violentas.

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