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Correio da Manhã

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POLÍCIA MATA LOBO

O homem mais procurado de Itália, Luciano Liboni, mais conhecido como ‘Lobo’, foi ontem abatido pela polícia italiana num tiroteio em Roma, após uma gigantesca operação de ‘caça ao homem’ em todo o país.
1 de Agosto de 2004 às 00:00
Uma das várias caras do Lobo
Uma das várias caras do Lobo FOTO: d.r.
Liboni, de 47 anos, andava a monte há vários dias, e foi finalmente localizado junto ao famoso Circo Máximo, em Roma. Ao sentir-se encurralado pela Polícia, ainda fez refém uma turista francesa, mas acabou por ser atingido na cabeça durante uma troca de tiros com os agentes. Transferido para uma unidade hospitalar da capital, acabou por falecer na mesa de operações.
Ladrão profissional, Liboni ganhou a alcunha de ‘Lobo’, pela sua facilidade em atacar e fugir, e há dois anos que era procurado pela polícia por suspeita de ter ferido gravemente um operário de 38 anos em Ponte San Giovanni, na periferia da cidade de Perugia, no ano de 2002, e por ter cometido vários assaltos. Por várias vezes conseguiu escapar ao cerco policial, mesmo quando as autoridades usavam helicópteros para sobrevoar a zona onde se encontrava.
Liboni era alvo de uma gigantesca operação de ‘caça ao homem’ desde o passado dia 23, quando assassinou a sangue-frio Alessandro Giorgioni, um ‘carabinieri’ (polícia militar) de 36 anos, durante uma operação de rotina de fiscalização de documentos num bar da cidade de Pesaro, na costa adriática italiana. Enquanto Giorgioni cumpria o seu serviço e lhe pedia a identificação, ‘Lobo’ disparou dois tiros certeiros no pescoço e no coração do agente, com um revólver de calibre 38. Mesmo com a mão direita ferida (resultado de uma queda de bicicleta no dia anterior), conseguiu fugir das autoridades com uma motorizada roubada.
No dia seguinte, dois polícias avistaram-no na estação ferroviária ‘Termini’, em Roma, mas quando o abordaram, ‘Lobo’ disparou contra os agentes, não tendo ferido nenhum deles, e fugiu novamente.
Apesar de as estradas nacionais terem sido bloqueadas e de terem sido mobilizados milhares de agentes, o assassino desapareceu, tornando-se rapidamente num mito entre os criminosos italianos, os quais expressaram o seu apoio através de ‘graffittis’ pintados nas paredes e muros da capital italiana e perto do local onde foi cometido o assassinato de Giorgioni. “Luciano, mata-os a todos”, “Luciano Liponi é o meu Deus”, “Eu amo-te, Luciano Liboni” e “Luciano Liboni, o pai que eu nunca tive” são algumas das inscrições feitas pelos ‘admiradores’ do criminoso.
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