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Polícia ocupa a maior favela de São Paulo

Numa acção de grande aparato mas já considerada por especialistas em segurança muito mais mediática do que realmente eficaz no combate à criminalidade, a polícia de São Paulo ocupou nesta terça-feira a favela Paraisópolis, a maior da cidade.
30 de Outubro de 2012 às 20:40
A polícia cercou e invadiu a favela de surpresa, de madrugada, com mais de 600 homens, apoiados por 100 viaturas, cavalaria, cães e um pelotão com 28 motos para penetrar com rapidez nos locais mais difíceis
A polícia cercou e invadiu a favela de surpresa, de madrugada, com mais de 600 homens, apoiados por 100 viaturas, cavalaria, cães e um pelotão com 28 motos para penetrar com rapidez nos locais mais difíceis FOTO: EPA

Localizada no elegante bairro do Morumbi, na zona sul da capital paulista, a favela, rodeada de mansões luxuosas, tem mais de 80 mil habitantes e é considerada um pólo difusor de criminalidade, principalmente na região.
 
A polícia cercou e invadiu a favela de surpresa, de madrugada, com mais de 600 homens, apoiados por 100 viaturas, cavalaria, cães e um pelotão com 28 motos para penetrar com rapidez nos locais mais difíceis.

Em pouco tempo, antes que fosse possível qualquer reacção, as forças de segurança já tinham tomado todos os pontos estratégicos de Paraisópolis.

Em seguida os agentes iniciaram uma varredura casa por casa, mas sem grande sucesso.

Ao todo, até à tarde desta terça-feira, tinham sido detidos apenas oito suspeitos, apreendidos 120 kg de marijuana, 10 de cocaína e somente cinco revólveres, muito pouco para um local que a polícia afirma ser refúgio de criminosos de alta periculosidade e depósito de droga e armas.
 
Segundo o cada vez mais contestado secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Ferreira Pinto, a ocupação não vai ser permanente mas também não tem dia certo para acabar, e a esta acção suceder-se-ão outras semelhantes, em favelas diferentes, para, de acordo com ele, sufocar o crime organizado.

Desde Julho, dezenas de polícias foram assassinados fora de serviço na cidade, segundo o governo por ordem do líder do tráfico de droga de Paraisópolis, Francisco António Cesário da Silva, o Piauí, de 32 anos, apesar deste, curiosamente, estar preso numa penitenciária supostamente de alta segurança no sul do país.

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