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Correio da Manhã

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Polícia questiona limites da pedofilia

Um dos principais responsáveis da Polícia britânica pela protecção de menores questionou a legislação britânica sobre pedofilia, afirmando que nem todas as pessoas que têm relações sexuais com menores de 16 anos devem necessariamente ser consideradas como pedófilas.
20 de Novembro de 2006 às 00:00
Terry Grandge, chefe da Polícia de Dyfed-Powys e porta-voz da Associação de Comandantes Policiais para a protecção de menores, afirmou ao Sunday Times que o termo pedofilia só deve ser usado para pessoas que tenham relações sexuais com crianças que ainda não tenham atingido a puberdade.
A actual lei britânica, note-se, designa como pedófilos todas as pessoas que tenham sexo com menores de 16 anos, que é a idade legal de consentimento no Reino Unido. Ora, segundo afirma Grange – frisando tratar-se de uma posição estritamente pessoal –, existe uma “área cinzenta” entre os 13 e os 16 anos onde é muito difícil concluir se existe ou não pedofilia. “Não considero pedofilia o facto de uma rapariga de 15 anos ter relações sexuais com o namorado de 20, ou mesmo de 30”, afirmou. “A ser assim, teríamos de ter a Polícia em todas as escolas e discotecas do país”, acrescentou.
As declarações de Grange foram mal recebidas pelas associações de protecção de menores, que as consideraram “muito preocupantes, principalmente provenientes de um polícia”.
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