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Correio da Manhã

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Polícia teme violência no fim do julgamento

A polícia está na pista de uma nova rede jihadista em Espanha, integrada por islamitas definidos como a segunda geração – jovens nascidos em Espanha e filhos de imigrantes muçulmanos.
18 de Junho de 2007 às 00:00
Rayman Osman Sayed, o 'Egípcio', durante uma sessão do julgamento do 11-M
Rayman Osman Sayed, o 'Egípcio', durante uma sessão do julgamento do 11-M FOTO: Juanjo Martin / Epa
Todos eles foram doutrinados nos foros salafistas, sob liderança do Takfir Wal Hijra (Anátema e Exílio), o movimento mais violento do fundamentalismo islâmico, que terá inspirado os terroristas do 11-M. Segundo um documento das forças antiterroristas a que o jornal ‘El País’ teve acesso, é elevado o risco de novos atentados no país, na recta final do julgamento.
“São espanhóis, filhos de imigrantes, são estudantes e vestem roupa ocidental. Não parecem extremistas. É um fenómeno novo”, afirmou um investigador policial no referido documento secreto, intitulado ‘Evolução da Ameaça Terrorista em Espanha’. Neste são analisados à exaustão os comunicados de Osama bin Laden e do seu homem de mão, o egípcio Ayman al-Zawahiri. Os investigadores afirmam que é extremamente elevada a probabilidade de estes jovens jihadistas levarem a cabo atentados fora e dentro de Espanha, devido ao permanente apelo da al-Qaeda e dos seus grupos satélites à jihad (guerra santa). “A globalização da jihad favorece a formação de células territoriais isoladas e integradas por jovens islamistas definidos como segunda geração”, afirma-se no relatório, que sublinha, por exemplo, que a doutrina takfir permite a delinquência a favor da guerra santa.
O final, que se aproxima, do megajulgamento dos arguidos do 11-M, preocupa sobretudo as autoridades.
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