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Correio da Manhã

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Polícias ilibados da morte de cidadão abatido por engano

Nenhum polícia inglês será julgado a título individual pela morte do cidadão brasileiro Jean Charles de Menezes, abatido por engano num túnel do metro de Londres, no dia 22 de Julho de 2005, na sequência de uma vaga de atentados falhados na capital inglesa.
17 de Julho de 2006 às 17:34
O anúncio foi feito pelo Ministério Público inglês, o Crown Prosecution Service (CPS) que, reconhecendo que houve “erros operacionais” por parte da polícia, decidiu-se por uma acusação colectiva contra a Scotland Yard baseada na lei sobre a saúde e a segurança já que esta “não garantiu o bem-estar de Jean Charles de Menezes no dia 22 de Julho”. “Depois de uma investigação aprofundada, concluiu-se não existirem provas suficientes que permitam condenar individualmente os polícias”, explicou em conferência de imprensa Stephen O'Doherty, um dos responsáveis pelo organismo.
A decisão já foi contestada pela família do electricista brasileiro, de 27 anos, abatido com tiros na cabeça na estação de metro de Stockwell por agentes da Scotland Yard que pensavam que era um suicida. “Várias pessoas cometeram erros de planificação e de comunicação e o seu efeito bola de neve conduziu, tragicamente, à morte de Menezes”, precisou ainda O'Doherty.
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