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Correio da Manhã

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Polícias líbios absolvidos de torturas a búlgaras

Nove polícias e um médico líbios foram ontem absolvidos de acusações de que teriam torturado cinco enfermeiras búlgaras para as forçar a confessar que infectaram deliberadamente centenas de crianças líbias com o vírus do VIH.
8 de Junho de 2005 às 00:00
Magistrados do Supremo Tribunal da Líbia, em Tripoli
Magistrados do Supremo Tribunal da Líbia, em Tripoli FOTO: Sabri el Mihdwi/EPA
“O tribunal decidiu que todos os arguidos são inocentes, pelo que foram abolvidos de todas as acusações que sobre eles recaíam”, afirmou o juiz Abdullah Aoun, do Tribunal de Tripoli, a capital da Líbia.
Recorde-se que, no ano passado, as cinco enfermeiras búlgaras e um médico palestiniano foram condenados à morte por um pelotão de fuzilamento na sequência do falecimento de 426 crianças infectadas com o VIH num hospital de Benghazi, no Leste da Líbia. As enfermeiras búlgaras, que continuam presas desde 1999, protagonizando um delicado caso que tem vindo a arrastar-se, proclamaram sempre a sua inocência. O líder líbio, Muammar Kadhafi, apostado em agradar ao Ocidente, tem sido pressionado pelas famílias das vítimas para fazer aplicar a sentença, mas continua a adiar. O advogado das enfermeiras anunciou já que irá recorrer da sentença de ontem.
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