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Polícias homossexuais venezuelanos obrigados a ocultar

Polícias obrigados a ocultar publicamente a suas preferências porque isso "não vai" com a cultura venezuelana.

19 de março de 2015 às 19:24

Os polícias venezuelanos que são homossexuais passaram a ser obrigados a ocultar publicamente a suas preferências porque isso "não vai" com a cultura venezuelana, disse o presidente da Comissão Presidencial para a Reforma Policial.

"(Um homossexual) sim pode ser um funcionário policial sempre que não manifeste publicamente a sua apetência sexual, porque imaginem um funcionário que queira vestir uma camisa cor de rosa ou pintar os lábios", disse Freddy Bernal numa entrevista ao canal de privado de televisão Globovisión.

Freddy Bernal frisou que não é contra a diversidade sexual e que todos os cidadãos têm direito a expressar a livre determinação sexual,  mas no caso dos funcionários "na Venezuela isso é contrário à cultura venezuelana".

O ex-polícia defendeu, no entanto, que na Venezuela as pessoas não são discriminadas em função da raça, sexo ou condição social.

"Como socialistas aceitamos e valorizamos a condição humana, para além da condição sexual, mas numa academia de polícia tem que haver homens e mulheres que deem exemplo", afirmou.

Bernal questionou ainda o uso de tatuagens, brincos, ou querer "aparentar ser como um hippie".

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