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Correio da Manhã

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POLÍTICA DE BUSH ARRASADA

A política do presidente Bush para o Médio Oriente foi ontem duramente atacada por um grupo de 50 antigos diplomatas americanos, que afirmam que o apoio incondicional da Casa Branca ao primeiro-ministro israelita Ariel Sharon causou “danos irreparáveis” à imagem dos EUA no mundo árabe.
5 de Maio de 2004 às 00:00
Numa carta aberta ao presidente americano, os antigos diplomatas insurgem-se contra o recente apoio de Bush ao plano de retirada unilateral de Gaza proposto por Sharon, o qual, somado ao silêncio sobre os assassinatos selectivos de dirigentes palestinianos e sobre a construção da famigerada barreira de segurança, “destruiu a credibilidade e o prestígio dos EUA no Médio Oriente e fez o país perder os amigos que tinha na região”, afirmam. “Aos olhos do mundo árabe, cometemos danos irreversíveis”, afirmou o antigo diplomata Greg Thielmann, um dos signatários do acordo.
Recorde-se que, na semana passada, um grupo de antigos diplomatas britânicos contestou, também numa carta aberta, a política do governo de Londres para o Médio Oriente, acusando o primeiro-ministro Tony Blair de prejudicar os interesses britânicos por causa do seu “seguidismo” aos EUA.
RECUPERAR ROTEIRO
As críticas surgem no mesmo dia em que se reuniram em Nova Iorque os representantes do Quarteto para a Paz no Médio Oriente – EUA, Rússia, União Europeia e ONU – os quais apelaram a uma retirada total israelita de Gaza e à recuperação do ‘Roteiro para a Paz’.
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