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Portão de campo de concentração de Dachau foi encontrado

Objeto tinha sido roubado há dois anos.
2 de Dezembro de 2016 às 17:30
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Um portão com a inscrição "Arbeit macht frei" (o trabalho liberta) do campo de concentração nazi de Dachau foi encontrado dois anos depois de ter sido roubado, informou esta sexta-feira a polícia.

"Alertada por uma informação anónima, a polícia de Bergen na Noruega encontrou e apreendeu um portão de ferro com a conhecida inscrição", disse a polícia alemã, sem mencionar possíveis suspeitos.

Tendo em conta as fotografias transmitidas pelos noruegueses, a polícia alemã crê tratar-se do portão de Dachau roubado por desconhecidos na noite de 1 para 2 de novembro de 2014, um ato qualificado de "abominável" pela chanceler Angela Merkel.

A polícia criminal de Furstenfeldbruck tinha oferecido 10.000 euros de recompensa pelo objeto de cerca de dois metros por um metro e uma centena de quilogramas.

O ou os ladrões tiveram de escalar o portão principal do complexo, que é guardado por seguranças, mas não possui um sistema de alarme, antes de arrancar o portão com a inscrição e carregá-lo num veículo.

Situado a alguns quilómetros de Munique, na cidade de Dachau, o campo de concentração foi aberto há 80 anos, a 22 de março de 1933, menos de dois meses depois de Adolf Hitler ter assumido o cargo de chanceler. Primeiro campo que serviu de modelo, destinou-se inicialmente à detenção de presos políticos.

Mais de 206.000 presos de mais de 30 países estiveram em Dachau e mais de 41.000 deles foram mortos no campo ou morreram de exaustão, fome ou doença antes de ele ter sido libertado pelos norte-americanos a 29 de abril de 1945.

O campo recebe anualmente cerca de 800.000 visitantes do mundo inteiro.

A inscrição metálica original "Arbeit macht frei" à entrada do campo de extermínio de Auschwitz, na Polónia, foi roubada em dezembro de 2009. Encontrada partida em três pedaços, foi soldada em 2011.

O instigador do roubo, um antigo líder neonazi sueco, Anders Hogstrom, 34 anos, foi condenado em dezembro de 2010 a dois anos e oito meses de prisão.
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