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Correio da Manhã

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Portugal atento aos portugueses no Egito

Nenhum português manifestou até ao momento intenções de sair do país.
17 de Agosto de 2013 às 16:55

O secretário de Estado das Comunidades reiterou este sábado, em declarações à Lusa, que está a acompanhar a situação dos portugueses que residem no Egito e que nenhum deles manifestou até momento intenções de sair do país.

A situação no Egito continua turbulenta, com as agências noticiosas a avançarem mais de centena e meia de mortos nas últimas 24 horas.

O Governo italiano enviou hoje quatro aviões para a zona balnear egípcia para retirar os nacionais que pretendam sair do país, no mesmo dia em que foi confirmada a morte de um dos filhos de Mohamed Badia, líder espiritual da Irmandade Muçulmana, na sequência dos ferimentos sofridos durante os distúrbios de sexta-feira no Egito.

Em declarações à Lusa, o secretário de Estado das Comunidades, José Cesário, disse que não há "neste momento" informação sobre turistas portugueses no Egito, apenas uma "pequena comunidade" de portugueses que residem no país.

Neste último caso, "ninguém nos contactou no sentido de regressar", garantiu o governante, que adiantou estar a acompanhar a situação atentamente.

"Relativamente aos nossos residentes há um pequeno grupo que eventualmente poderão ser passíveis de um plano de retirada, mas até ao momento nenhum deles se manifestou para tal", sublinhou.

"O nosso embaixador está em contacto permanente com eles e temos equacionadas várias ações, quer no contexto do aeroporto se manter aberto, quer noutro contexto qualquer", acrescentou.

José Cesário disse ainda que Portugal está "a avaliar com os outros parceiros da União Europeia sobre a necessidade de acionar algum plano de retirada" dos portugueses da região da sua própria iniciativa.

"Estamos muito atentos" e se se verificar que a situação está "em vias de ficar descontrolada, colocaremos a questão aos residentes", sublinhou.

A violência no Egito foi desencadeada quando, na quarta-feira, as forças de segurança invadiram acampamentos de protesto pró-Morsi, o presidente destituído e detido pelo exército a 03 de julho.

Egito conflitos Cairo portugueses
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