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Portugal felicita egípcios pelas eleições presidenciais

O Ministério dos Negócios Estrangeiros português felicitou esta terça-feira o povo egípcio pela realização das eleições presidenciais e afirmou estar disponível para trabalhar com o novo chefe de Estado, Mohamed Morsi.
26 de Junho de 2012 às 13:39
Mohamed Morsi, candidato da Irmandade Muçulmana, obteve 51,73 por cento dos votos, de acordo com os resultados oficiais anunciados no domingo, no Cairo
Mohamed Morsi, candidato da Irmandade Muçulmana, obteve 51,73 por cento dos votos, de acordo com os resultados oficiais anunciados no domingo, no Cairo FOTO: EPA / AMEL PAIN

"O Governo português felicita o povo egípcio pelo momento democrático que acaba de viver com a eleição do Presidente, de forma livre e transparente", de acordo com a nota do MNE.

Mohamed Morsi, candidato da Irmandade Muçulmana, obteve 51,73 por cento dos votos, de acordo com os resultados oficiais anunciados no domingo, no Cairo.

Na mesma nota, Portugal sublinhou a forma pacífica como decorreu o ato eleitoral, assim como "a intensidade" do debate político durante a campanha eleitoral.

"Estes factos permitem esperar que a transição no Egipto se complete num clima de concertação institucional, correspondendo aos desejos de liberdade e democracia da população", acrescentou.

"O governo português afirma a sua disponibilidade para trabalhar activamente com o novo presidente egípcio no reforço das boas relações entre os dois países", concluiu a nota do MNE.

O islamita Mohamed Morsi, vencedor das presidenciais no Egipto, começou na quinta-feira a preparar a formação do novo Governo, esperando que os militares lhe entreguem o poder executivo até ao final da semana.

O presidente eleito, que esteve detido durante o regime de Hosni Mubarak, já se deslocou ao palácio presidencial e iniciou os contactos para formar o próximo governo, sem esperar pela cerimónia de investidura, indicou uma porta-voz, Nermine Mohammed Hassan.

Fonte militar disse à agência noticiosa francesa France Presse que a passagem do poder do Conselho Supremo das Forças Armadas (CSFA), que Mubarak deixou à frente do país quando se demitiu, para Morsi, vai ocorrer como previsto até ao fim do mês, sem avançar uma data concreta.

Mohamed Morsi, oriundo da Irmandade Muçulmana, tornou-se aos 60 anos o primeiro islamita a assumir a chefia do Estado no Egipto, sendo também o primeiro presidente que não vem das Forças Armadas.

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