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PORTUGAL NÃO PEDE RETIRADA DO IRAQUE

O ministro português dos Negócios Estrangeiros, António Monteiro, considerou ontem que a situação no Iraque “é muito preocupante” mas “não há notícias de perigo imediato” para os portugueses. Assim, segundo Monteiro, não há razão para apelar à saída dos cidadãos nacionais do país, como ontem mesmo fez a Alemanha.
18 de Setembro de 2004 às 00:00
“Os países que têm muitos civis no Iraque têm naturalmente preocupações especiais”, afirmou o ministro português à agência Lusa, explicando a atitude alemã.
De facto, a Alemanha pediu ontem a saída urgente do Iraque dos cerca de 100 civis alemães que aí trabalham. A justificação, segundo o governo alemão, é o facto de “os estrangeiros serem alvos privilegiados de sequestros”.
VIOLÊNCIA SEM FIM
O alerta acontece em mais um dia de violência na capital, Bagdad, onde dois atentados suicida scom carros armadilhados fizeram entre cinco e 13 mortos. Foi a resposta aos raides aéreos americanos que horas antes vitimaram 60 pessoas em Falluja e Ramadi.
O primeiro atentado visou um posto de controlo junto do rio Tigre, mas não terá causado vítimas, pois a viatura explodiu quando alvejada.
A segunda explosão, violentíssima, deu-se à passagem de uma coluna de viaturas da Polícia junto à rua Haifa, onde terça-feira teve lugar um outro atentado, reivindicado pelo grupo de al-Zarqawi, que vitimou pelo menos 47 pessoas.
Entretanto, um relatório do chefe dos inspectores de armas dos EUA no Iraque, Charles Dulfer, afirma que o regime de Saddam Hussein pretendia desenvolver armas de destruição maciça e só não o fez graças às sanções decretadas pela ONU em 1991.
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