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Correio da Manhã

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Portuguesa presa por violar menores

O destino da professora portuguesa Marla Patrícia Macedo de Castro Goulart, detida no Brasil sob a acusação de pedofilia, está nas mãos do procurador-geral da República (PGR), António Fernando de Souza. A suspeita está presa preventivamente na penitenciária feminina de Salvador, estado da Baía, sob suspeita de seduzir e abusar alunas.
4 de Janeiro de 2008 às 00:00
Os advogados de Marla Goulart já tentaram por três vezes a sua liberdade provisória, primeiro no Tribunal de Justiça da Baía, depois no Superior Tribunal de Justiça (STJ), e perto do final do ano passado, na instância máxima da justiça brasileira, o Supremo Tribunal Federal. Todos os pedidos foram negados, o último dos quais no dia 27 de Novembro, pelo juiz Ricardo Lewandowsky, que, no seu acórdão de rejeição do pedido, solicitou novas informações sobre o caso à justiça do estado da Baía e, posteriormente, requereu o parecer do procurador-geral da República. O pedido de parecer foi enviado no dia 20 de Dezembro e ainda não foi respondido, tanto pelo cúmulo de processos quanto pelo período dito “de recesso natalino”.
Marla Goulart foi detida pela polícia da capital da Baía, Salvador, no dia 21 de Janeiro de 2006, juntamente com dois alegados cúmplices, um homem e uma mulher, esta a atleta Sabrina Silva Pereira. Segundo a polícia baiana, a portuguesa e a atleta aliciavam menores da capital da Baía e regiões limítrofes para a prática de desportos mas, na sequência, quando conseguiam ganhar a sua confiança, seduziam meninas para práticas sexuais.
Sempre de acordo com a versão oficial, que as duas negam, ambas forçavam meninas a manter relações sexuais com elas e com o seu cúmplice e mesmo entre as próprias vítimas. Os advogados de defesa alegam que tanto a professora quanto a atleta estão inocentes e que são tão vítimas do homem também acusado quanto as meninas abusadas.
Os três respondem, entre outros, pelos crimes de práticas contra a liberdade sexual, corrupção de menores, violação e atentado violento ao pudor.
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