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'Portuguesas' vítimas de naufrágio são Marta Mendes e Maria Catarina

Nomes não existem nos registos consulares nem foram encontrados em hotéis.
Sérgio A. Vitorino 26 de Abril de 2019 às 16:38
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Nomes não existem nos registos consulares nem foram encontrados em hotéis.

As desaparecidas do naufrágio do navio "Amfitriti" que as autoridades do Príncipe dizem poder ser de nacionalidade portuguesa chamam-se Marta Mendes e Maria Catarina. No entanto, não há qualquer confirmação de que sejam efetivamente portuguesas, trabalho a que se tem dedicado a embaixada de Portugal em São Tomé e Príncipe nas últimas 24 horas, soube o CM. Esses nomes não existem nos registos consulares (onde estão inscritos os emigrantes residentes) nem foram ainda encontrados em hotéis como turistas ou como voluntárias em Organizações Não Governamentais.

Também ainda ninguém reclamou pela falta dessas duas mulheres. Na quinta-feira chegou a temer-se que seriam duas enfermeiras do concelho de Cascais que estiveram em São Tomé e Príncipe, mas que entretanto regressaram a Portugal e deram disso conta nas suas redes sociais.

O "Amfitriti" fazia a ligação entre as ilhas de São Tomé e do Príncipe, viagem que dura entre seis e oito horas. Zarpou do porto de São Tomé na noite de quarta-feira com destino à cidade de Santo António e naufragou já perto da ilha do Príncipe, na madrugada de quinta-feira. Levava a bordo 64 passageiros e oito tripulantes. O navio transportava ainda 212 toneladas de carga, maioritariamente combustível que está agora em redor do destroço do navio, que está à superfície. O mau acondicionamento da carga poderá ter sido uma das causas do naufrágio.

Segundo as autoridades locais, o acidente causou sete mortos - quatro crianças e três adultos - e 10 desaparecidos. Cinquenta e cinco pessoas foram resgatadas com vida, três das quais foram transportadas para a ilha de São Tomé por apresentarem ferimentos graves. O comandante do navio é de nacionalidade filipina, havendo ainda na tripulação um togolês, um indiano e cinco santomenses.

O presidente do governo regional do Príncipe, José Cassandra, afirmou haver registos de três passageiros estrangeiros -- duas portuguesas e um francês -, mas essa informação ainda não foi confirmada.

Portugal tem empenhado nas buscas o navio patrulha "Zaire", que se encontra em São Tomé e Príncipe há mais de um ano em missão de capacitação da Guarda Costeira santomense. O "Amfitriti" naufragou numa zona com muita corrente, tendo ao longo de quinta e sexta-feira derivado 10 milhas (cerca de 20 kms) do local inicial do naufrágio. Essa corrente estava a impedir o trabalho de mergulhadores da Guarda Costeira local, mas o Estado-Maior-General das Forças Armadas portuguesas mobilizou já para o Príncipe uma equipa de seis mergulhadores da Marinha que haviam estado recentemente naquele país em trabalhos de reflutuação de um navio naufragado.

 

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