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Correio da Manhã

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Portugueses choram morte de Anastacia

É enorme a consternação entre a comunidade portuguesa de Montreal, face ao brutal e inexplicável assassinato de Anastacia de Sousa, a jovem estudante luso-descendente, de 18 anos, vítima do acto de loucura de Kimveer Gil, que na quarta-feira disparou indiscriminadamente sobre estudantes no Colégio de Dawson. Seis outros jovens igualmente atingidos continuavam ontem internados em estado crítico.
16 de Setembro de 2006 às 00:00
“À medida que o nome de Anastacia de Sousa é divulgado pelos órgãos de Comunicação Social canadianos e de língua portuguesa, os residentes naturais de Portugal não escondem a consternação. “Isto foi uma grande tragédia”, desabafava Ana, proprietária de um cabeleireiro situado na zona portuguesa. Tanto mais que a jovem era um rosto ‘querido’ na zona mais portuguesa da cidade.
Conhecida pela sua preferência pelo cor-de-rosa, Anastacia, que sofria de dislexia, era uma jovem activa, tendo trabalhado, durante um ano, numa empresa de ‘telemarketing’ e frequentado cursos de matemática à noite.
O pai de Anastacia, mecânico, descreve a filha como “uma garrafa de champanhe, cheia até ao topo, pronta a explodir. Era sempre o centro das atenções”. Já a mãe, Louise, segurando uma foto da filha, contou que a jovem “adorava festas, passar o fim-de-semana fora e divertir-se”.
Recorde-se que a jovem foi abatida a tiro pelo canadiano Kimveer Gil, que disparou sobre alunos do colégio de Anastacia, ferindo 19 pessoas, seis das quais se encontravam ainda em estado considerado grave. Gil, de 25 anos, acabou por morrer no tiroteio com a Polícia.
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