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Portugueses em Bazaruto fugiram ao ciclone Fávio

O ciclone ‘Fávio’ que ontem atingiu o Centro de Moçambique causou o caos e a devastação, sobretudo em Inhambane e Vilanculos. A estância balnear do Bazaruto, que fica nesta região, também foi atingida. Os hóspedes, entre os quais quatro portugueses, foram retirados da ilha e alojados em Inhaca.

23 de fevereiro de 2007 às 00:00

Fontes do Pestana Bazaruto Lodge informaram que o hotel foi encerrado por questões de segurança. No próximo fim-de-semana deveriam chegar mais turistas portugueses ao hotel, os quais já foram informados do encerramento.

De categoria quatro e soprando ventos de 230 km/hora, o ciclone destruiu casas e provocou queda de árvores e postes de electricidade. Na região atingida, as linhas telefónicas fixas e móveis ficaram inoperacionais.

O delegado do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades em Inhambane, David Domangani, não escondeu o seu desespero: “A situação é de caos total. Estou numa casa há três horas e não posso sair porque está metade destruída. As casas aqui à volta desabaram todas. Há chapas [autocarros] capotados. O ciclone é extremamente violento. Não vale a pena mentir. A situação é crítica.”

Perante a dificuldade nas comunicações, as autoridades moçambicanas não tinham ainda o balanço das vítimas nem a percepção exacta dos danos materiais causados por ‘Fávio’.

Segundo Inácio Tembe, do Instituto de Meteorologia de Moçambique, o ciclone desloca-se para Norte, em direcção a Sofala, cuja Administração Marítima interditou a navegação de pequenos barcos.

O Instituto de Meteorologia moçambicano alertou para a formação de um novo ciclone tropical, denominado ‘Ganede’, no canal de Moçambique. As autoridades mantêm o estado de alerta vermelho.

PORTUGAL AJUDA

A braços com cheias, que desalojaram mais de 120 mil pessoas, Moçambique terá agora de enfrentar os prejuízos causados pela passagem do ciclone ‘Fávio’.

O Governo português doou 25 tendas ao Fundo das Nações Unidas para a Infância para apoiar as vítimas das cheias. A doação, canalizada através da representação portuguesa em Maputo, visa fazer face à escassez de abrigos.

MILHARES RETIRADOS À FORÇA

O Exército moçambicano recebeu ordens para retirar à força cerca de 2500 pessoas que se recusam a abandonar as suas casas, apesar das cheias.

Não obstante as experiências trágicas de 2000 e 2001, muitas pessoas resistem a deixar as suas casas porque querem proteger os seus animais e as colheitas.

A situação é particularmente crítica na região central de Moçambique, onde o rio Zambeze e os seus afluentes transbordaram as margens e causaram graves inundações. Cerca de 46 500 pessoas foram atingidas pelas cheias, tendo as operações de resgate começado já no Vale de Zambeze. O governo de Maputo foi elogiado por organizações internacionais pela forma como se preparou para reagir a esta nova tragédia.

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