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Presidente da Bolívia expande produção de coca apesar das críticas

Evo Morales criticou os Estados Unidos por pretenderem a erradicação da planta e incluir o país numa "lista negra".
8 de Março de 2017 às 20:06
O presidente da Bolívia, Evo Morales
O presidente da Bolívia, Evo Morales
Evo Morales, presidente da Bolívia, durante a conferência de paz
Evo Morales, presidente da Bolívia
O presidente da Bolívia, Evo Morales
O presidente da Bolívia, Evo Morales
Evo Morales, presidente da Bolívia, durante a conferência de paz
Evo Morales, presidente da Bolívia
O presidente da Bolívia, Evo Morales
O presidente da Bolívia, Evo Morales
Evo Morales, presidente da Bolívia, durante a conferência de paz
Evo Morales, presidente da Bolívia
O Presidente boliviano Evo Morales promulgou hoje a lei que legaliza de forma permanente o cultivo de folha de coca no país, e criticou os EUA por pretenderem a erradicação da planta e incluir o país numa "lista negra".

A nova Lei Geral da Coca substitui a designada 1008, que desde 1998 regulava a produção da folha de coca e as políticas de luta contra o narcotráfico, legaliza o cultivo até 22 mil hectares.

Ao promulgar a nova legislação, Morales a garantia da continuação do cultivo de folhas de coca à luta de décadas dos camponeses que se dedicam a esta atividade e à "fortaleza" política do seu Governo e das organizações sociais.

"A folha de coca impõe-se face ao império norte-americano, a coca ganhou aos Estados Unidos esta dura batalha porque os Estados Unidos querem zero de coca", afirmou o líder boliviano, que ainda permanece como um dos principais dirigentes dos produtores de coca (cocaleros) na região central de Chapare.

Com a nova lei, a Bolívia separa a legislação sobre a folha de coca da que regula e sanciona o narcotráfico, um projeto pendente desde a chegada ao poder de Morales, em 2006.

O chefe de Estado boliviano assinalou hoje que "chegou a hora de enterrar a lei 1008", e assegurou que o seu Governo vai continuar a cumprir os seus compromissos na luta contra o narcotráfico.

Morales criticou ainda a administração norte-americana por incluir a Bolívia na sua lista de "fracassos demonstráveis" no combate antidrogas.

"O único demonstrável é que os governos dos EUA não podem submeter a Bolívia e a Venezuela", considerou o Presidente.

O líder boliviano, de origem indígena, tem acusado os Estados Unidos de utilizar a luta contra o narcotráfico com objetivos geopolíticos, e assegurado por diversas vezes que os planos antidrogas do seu país funcionam melhor desde a sua decisão de expulsar em 2008 a norte-americana Administração para o Controlo de Drogas (DEA).

Ainda nesse ano, o chefe de Estado boliviano expulsou o então embaixador dos EUA, Philip Goldberg, acusado de conspiração contra o seu Governo, e apesar dos desmentidos de Washington.
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