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Presidente do Banco Central Europeu diz que decisão de manter taxas de juro foi unânime

"Foi uma posição de política monetária profundamente discutida, de que saiu uma decisão unânime de manter as três taxas inalteradas", sublinhou.

30 de abril de 2026 às 15:52

A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, disse esta quinta-feira que "a decisão informada" de manter as taxas de juro inalteradas em 2% foi unânime entre os governadores, mesmo tendo sido debatida uma subida.

"Porque digo que foi uma decisão informada? Porque debatemos a decisão que tomámos hoje de forma unânime [...], mas também debatemos de forma longa e aprofundada a possibilidade de um aumento, isso foi debatido por todos os governadores", disse Lagarde na conferência de imprensa após o anúncio da decisão do Conselho do BCE.

"Foi uma posição de política monetária profundamente discutida, de que saiu uma decisão unânime de manter as três taxas inalteradas", sublinhou a presidente do organismo europeu, na conferência de imprensa transmitida de forma digital.

Reafirmando que a zona euro está "bem posicionada" para navegar a instabilidade atual, conforme o comunicado divulgado minutos antes, Lagarde sublinhou que as seis semanas até à próxima reunião serão o tempo certo para analisar os desenvolvimentos e as consequências do conflito.

Lagarde recuperou os dados macroeconómicos da zona euro, incluindo a inflação homóloga a 3%, impulsionada pelos preços da energia, e o crescimento da economia em 0,1% em cadeia.

A presidente do BCE sublinhou que a economia da zona euro não está em estagflação, como na década de 1970, um fenómeno caracterizado por elevado desemprego, estagnação económico e inflação elevada que atingiu os EUA e a Europa Ocidental.

A economista registou que não prevê efeitos de segunda ordem, mas que o Conselho do BCE irá avaliar, novamente, a situação em junho, caso o aumento dos custos da energia se repercuta noutros preços e nos salários.

O BCE decidiu hoje manter as taxas de juro inalteradas em 2%, pela sétima vez consecutiva, considerando que continua "bem posicionado para navegar a atual incerteza" devido à guerra no Médio Oriente.

"O Conselho do Banco Central Europeu decidiu hoje manter as três taxas de juro diretoras do BCE", refere um comunicado publicado no seu portal, em que assinala que a guerra no Médio Oriente "provocou um aumento pronunciado dos preços dos produtos energéticos, fazendo subir a inflação e pesando sobre o sentimento económico".

Com esta decisão, as taxas de juro aplicáveis à facilidade permanente de depósito, às operações principais de refinanciamento e à facilidade permanente de cedência de liquidez permanecem inalteradas em, respetivamente, 2,00%, 2,15% e 2,40%.

O Conselho do BCE disse ainda estar "preparado para ajustar todos os instrumentos ao seu dispor, no âmbito do seu mandato, com vista a assegurar que a inflação estabiliza no seu objetivo de 2% a médio prazo" e que vai acompanhar de perto a situação, insistindo que a abordagem continuará dependente de dados.

A decisão de manter as taxas de juro segue uma tendência também adotada pelos responsáveis da política monetária dos Estados Unidos da América, do Japão ou de Inglaterra.

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