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Presidente do parlamento do Rio de Janeiro em preventiva por corrupção

Jorge Picciani entregou-se à polícia. Juízes decretaram prisão de dois outros deputados regionais.

16 de novembro de 2017 às 19:10

O presidente do parlamento regional do estado brasileiro do Rio de Janeiro, o deputado Jorge Picciani, viu ser-lhe decretada prisão preventiva esta quinta-feira pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 2 Região (Rio), acusado de corrupção, e entregou-se pouco depois à polícia. Além dele, os juízes desembargadores do TRF decretaram a prisão de dois outros deputados regionais, Paulo Melo e Edson Albertasse, acusados do mesmo crime.

A decisão foi tomada por unanimidade pelos cinco juízes membros daquele tribunal, um órgão da segunda instância da justiça. Os três parlamentares foram alvo na passada terça-feira da "Operação Cadeia Velha", desencadeada pela Polícia Federal e não foram presos na altura porque um parlamentar só pode ser preso em flagrante, mas o Ministério Público pediu as suas prisões ao órgão da justiça que pode decidir sobre ocupantes de mandatos regionais.

Picciani, um dos filhos dele e os outros dois deputados são acusados de receberem avultadas quantias para aprovarem projetos que beneficiaram ilegalmente empresas ligadas ao transporte público no Rio de Janeiro. Um dos maiores empresários do Ramo, Jacob Barata Filho, e um executivo, Lélis Teixeira, também foram presos na altura.

Jorge Picciani é pai do atual ministro do Desporto, Leonardo Picciani, e todos são do PMDB, o partido do presidente Michel Temer. Segundo o Ministério Público, a família Picciani usou as inúmeras empresas de que é proprietária para lavar dinheiro de corrupção e enviar para bancos no estrangeiro parte das "luvas" recebidas.

Após decretarem as prisões, os juízes desembargadores do TRF determinaram que elas devem ser cumpridas imediatamente, assim que forem expedidos os respetivos mandados de prisão.

No entanto, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, de acordo com uma polémica decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), tem a última palavra sobre o assunto, e deve reunir-se nas próximas horas para decidir se aceita ou rejeita a decisão do tRF.

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