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Correio da Manhã

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Presidente turco acusa Alemanha de apoio a terrorismo

Merkel considera absurdas as acusações de Erdogan.
13 de Março de 2017 às 20:30
O presidente turco Recep Tayyip Erdogan
O presidente turco Recep Tayyip Erdogan
Recep Tayyip Erdogan faz críticas à Europa em evento em Ankara
O presidente turco Recep Tayyip Erdogan
Angela Merkel
Angela Merkel
A chanceler alemã, Angela Merkel
O presidente turco Recep Tayyip Erdogan
O presidente turco Recep Tayyip Erdogan
Recep Tayyip Erdogan faz críticas à Europa em evento em Ankara
O presidente turco Recep Tayyip Erdogan
Angela Merkel
Angela Merkel
A chanceler alemã, Angela Merkel
O presidente turco Recep Tayyip Erdogan
O presidente turco Recep Tayyip Erdogan
Recep Tayyip Erdogan faz críticas à Europa em evento em Ankara
O presidente turco Recep Tayyip Erdogan
Angela Merkel
Angela Merkel
A chanceler alemã, Angela Merkel
O Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, acusou esta segunda-feira a chanceler alemã, Angela Merkel, de "apoio ao terrorismo", num novo ataque no âmbito da crise diplomática provocada com o cancelamento de atos eleitorais turcos em vários países europeus.

"A Alemanha está a apoiar o terrorismo de forma aberta. Pode tomar partido pela Holanda, por quem quiser. A senhora Merkel está a apoiar o terrorismo", disse o Presidente turco, em declarações à emissora A Haber.

Angela Merkel manifestou hoje o seu "total apoio e solidariedade" ao Governo holandês, depois de as autoridades holandesas terem proibido ministros turcos de realizarem no sábado atos eleitorais na cidade de Roterdão.

"Não quero colocar no mesmo saco todos os países da União Europeia, mas alguns deles não aguentam a ascensão da Turquia", disse Erdogan, que nos últimos dias já tinha acusado a Alemanha e a Holanda de práticas fascistas e nazis.

O Presidente turco assegurou que vai levar a Holanda ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, em Estrasburgo.

"Eles falam da lei internacional quando é bom para eles. Vão ver. Nós também iremos ao Tribunal de Direitos Humanos. Já sei qual vai ser a decisão. Mas vamos fazer o necessário", disse.

Recep Tayyip Erdogan insistiu que a Alemanha acolhe terroristas, referindo-se à guerrilha curda do Partido dos Trabalhadores do Curdistão, e do clérigo Fethullah Gulen, exilado nos Estados Unidos e acusado pelas autoridades turcas de estar envolvido na tentativa de golpe de estado de julho.

O chefe de Estado turco assegurou que entregou 4.500 pedidos à Alemanha sobre alegados terroristas que lá vivem e que o país europeu não fez nada.

Acusou também a imprensa alemã de fazer campanha contra a reforma constitucional que vai ser decidida em referendo a 16 de abril e que, caso seja aprovada, entregará o poder executivo ao Presidente.

Angela Merkel reagiu, entretanto, às afirmações do Presidente turco, considerando-as absurdas.

O porta-voz da chanceler alemã, Steffen Seibert, sublinhou também que Angela Merkel não pretende participar num "concurso de provocações".
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