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Correio da Manhã

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Presidente francês apela a regresso à normalidade

"A vida deve continuar, mas nunca nada será como antes", afirmou o Presidente.
17 de Janeiro de 2015 às 21:24
O presidente francês apresentou as medidas do governo para reforçar a luta contra o 'jihadismo'
O presidente francês apresentou as medidas do governo para reforçar a luta contra o 'jihadismo' FOTO: EPA

O Presidente francês, François Hollande, apelou este sábado ao regresso à normalidade no país, após o choque causado pelos ataques da semana passada em Paris, e apresentou as medidas do governo para reforçar a luta contra o 'jihadismo'.

"A vida deve continuar, mas nunca nada será como antes", afirmou o Presidente, referindo-se às marchas antiterroristas do passado domingo, que reuniram 1,6 milhões de pessoas em Paris e 3,7 milhões em todo o país, na sequência dos atentados de 07 de janeiro na capital francesa. Do seu reduto eleitoral em Tulle, no sul da França, Hollande defendeu "o compromisso com a liberdade de expressão" e apelou aos seus compatriotas para que estejam "à altura do espírito do 11 de janeiro", quando a localidade francesa recusou massivamente o terrorismo.

Quando passam dez dias sobre os ataques contra o semanário Charlie Hebdo, um supermercado judaico e a polícia, o líder socialista procurou dar uma imagem de regresso à atividade quotidiana e apelou à "unidade" manifestada pela sociedade francesa perante o choque inicial. "Somos um só país, um só povo, uma só França. Uma França sem distinção de religiões, crenças, sensibilidades", disse Hollande, que divulgou ainda os pontos para reforçar os "meios de segurança", que o conselho de ministros analisará quarta-feira.

"É necessário. Não o vamos fazer sozinhos mas com outros europeus e com os aliados que contribuam para conhecer melhor as redes 'jihadistas'", acrescentou François Hollande. As medidas do executivo francês passam por "controlar os movimentos" de alguns cidadãos, apostar numa "vigilância mais firme da Internet" e em "medidas a aplicar nas prisões" para evitar a radicalização de alguns reclusos, adiantou.

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